Pfeifer: Acordo Mercosul-UE é benéfico, mas a falta de Lula prejudica o Brasil

Pfeifer: Acordo Mercosul-UE é benéfico, mas a falta de Lula prejudica o Brasil

by Fernanda Lima
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Acordo Mercosul-União Europeia: 25 Anos de Negociações

Foram 25 anos de negociações, mas o acordo entre Mercosul e União Europeia foi finalmente assinado neste sábado, dia 17. Durante todo o processo, o Brasil se destacou como um dos principais promotores das tratativas entre os dois blocos econômicos.

Participação Brasileira e Críticas

No entanto, em sua fase final, a participação brasileira foi considerada "modesta e sem grande preparação", conforme análise do coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Pfeifer.

Pfeifer destacou um ponto negativo relevante: a ausência do presidente Lula na cerimônia de assinatura, que ocorreu em Assunção. "Ele optou por não comparecer, apesar de ter sido convidado e de que deveria ter ido", afirmou o analista.

Implicações da Ausência

A ausência do presidente Lula é vista como um fator que pode enfraquecer a agenda política do Brasil no Mercosul, especialmente em um momento em que a liderança brasileira está sendo contestada pela Argentina. "A ausência de Lula deprecia a capacidade brasileira de liderar o bloco e a América do Sul", ressaltou Pfeifer.

Atualmente, o Brasil enfrenta uma concorrência regional, especialmente com a Argentina sob a liderança de Javier Milei, que possui uma agenda liberal e próxima aos Estados Unidos, contrastando com a postura mais protecionista e estatista do Brasil.

Acordo Positivo, Mas Tardiamente

Apesar do contexto político desfavorável, Pfeifer considera que a assinatura do acordo é um aspecto positivo, embora reconheça que a finalização demorou consideravelmente. “O acordo é classificado como bom, mas fora do momento”, afirmou. Segundo ele, trata-se de um acordo que responde a uma necessidade do presente, mas que vem tarde e demanda uma consideração sobre o futuro.

Ratzificação e Impostos

Ainda em relação ao acordo, é importante destacar que, mesmo após a assinatura, ele precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países-membros dos dois blocos para que possa entrar em vigor. Este processo inclui a implementação de uma redução gradual de impostos, que poderá levar até 15 anos, conforme apontado por Pfeifer.

Integração e Benefícios

O acordo visa integrar cerca de 720 milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 22 trilhões de dólares. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) indica que o Brasil deverá ser o principal beneficiário deste tratado, proporcionando um aumento nos investimentos, exportações e importações ao longo dos próximos 15 anos.

Pfeifer finalizou comentando que "a cooperação pode aumentar em um momento em que o mundo enfrenta não só protecionismo, mas também unilateralismo por parte das grandes economias".

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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