Plano&Plano (PLPL3) apresenta vendas robustas no 4T25; analistas comentam sobre a ação

Plano&Plano (PLPL3) apresenta vendas robustas no 4T25; analistas comentam sobre a ação

by Ricardo Almeida
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Análise do BTG Pactual sobre a Plano&Plano (PLPL3)

A equipe de analistas do BTG Pactual reafirmou sua perspectiva otimista em relação à Plano&Plano (PLPL3) após a divulgação da prévia operacional referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25).

De acordo com o relatório do banco, os resultados apresentados foram robustos do ponto de vista operacional, especialmente em relação às vendas. O BTG, portanto, reiterou a recomendação de compra das ações, estabelecendo um preço-alvo de R$ 23, o que sinaliza um potencial de valorização de aproximadamente 60% em comparação ao preço atual, que é de R$ 14,34.

Às 11h (horário de Brasília), as ações da construtora apresentavam uma queda de cerca de 0,8% na bolsa de valores (B3). Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, as ações já cresceram mais de 51%.

Desempenho de Vendas

Segundo a análise do BTG, as vendas expressivas caracterizaram um trimestre positivo, superando as expectativas e mantendo uma velocidade de vendas (VSO) satisfatória, que foi de 28%, em comparação a 20% no quarto trimestre de 2024.

No total, as vendas líquidas da Plano&Plano totalizaram R$ 1,55 bilhão entre os meses de outubro e dezembro, o que representa um crescimento de 119% na comparação anual, e um avanço de 31% em relação às expectativas do banco.

Esse desempenho é atribuído, em parte, à queima de estoques, que implica a venda de imóveis que já estavam prontos ou que foram lançados anteriormente — um movimento que já era previsto pelo BTG.

A receita bruta da empresa alcançou R$ 1,6 bilhão, refletindo um aumento de 92% em relação a um ano atrás, enquanto os cancelamentos de vendas diminuíram 59%, totalizando R$ 52 milhões.

Lançamentos e Fluxo de Caixa

Apesar dos números positivos em vendas, a Plano&Plano lançou apenas quatro projetos no 4T25, que representaram um VGV de R$ 620 milhões, resultando em um recuo anual de 51% e 13% aquém da projeção do BTG.

O banco apontou que essa estratégia foi deliberada, uma vez que a empresa priorizou a venda dos estoques em vez de novos lançamentos, após um terceiro trimestre (3T25) forte, com concentração de lançamentos no final de setembro.

Além disso, a construtora reportou uma geração de fluxo de caixa de R$ 96 milhões, impulsionada por R$ 123 milhões em vendas de recebíveis. No entanto, ao excluir esse efeito, houve uma queima de caixa recorrente de R$ 27 milhões, alinhada com as estimativas de equilíbrio do BTG.

O relatório indicou: “Em nossa opinião, o desempenho sólido nas vendas compensou o resultado um pouco mais fraco do fluxo de caixa (FCF) do que o esperado.”

O BTG manteve uma visão otimista sobre o segmento de habitação de baixa renda, enfatizando que a ação PLPL3 continua com um valuation atrativo, sendo negociada a um múltiplo P/L de 6 vezes para 2026.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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