Polícia Federal investiga CEO do Grupo Fictor em operação contra fraudes de R$ 500 milhões; Comando Vermelho é outro foco da ação.

Polícia Federal investiga CEO do Grupo Fictor em operação contra fraudes de R$ 500 milhões; Comando Vermelho é outro foco da ação.

by Ricardo Almeida
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Operação da Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (25) uma operação dirigida contra Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor.

Detalhes da Ação

A ação, que recebeu o nome de “Fallax”, abrange três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, e resulta no cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva.

Na cidade de São Paulo, foram emitidos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao executivo, conforme informações divulgadas pelo portal G1. O ex-sócio da Fictor, Luiz Rubini, é um dos alvos da operação.

Objetivos da Operação

De acordo com a PF, a operação visa desarticular uma organização criminosa que é especialista em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

“Foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o intuito de descapitalizar a organização criminosa”, afirmou a Polícia Federal em uma nota oficial.

Valores e Medidas Cautelares

“As fraudes podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram autorizadas ainda medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas,” informou o órgão.

As investigações apontam que a organização implementava empresas de fachada e arranjos empresariais para ocultar a origem de recursos ilícitos.

Métodos de Fraude

“Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para possibilitar saques e transferências indevidas. Em seguida, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com a finalidade de dificultar o rastreamento,” esclareceu a PF.

Adicionalmente, o Comando Vermelho também teria utilizado um esquema semelhante de lavagem de dinheiro e estaria entre os alvos da operação, conforme informações do portal G1.

Histórico do Grupo Fictor

Em novembro de 2025, a Fictor atraiu a atenção do mercado financeiro ao anunciar a compra do Banco Master, uma transação que envolvia investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões.

No entanto, pouco tempo depois, o Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial da instituição dirigida por Daniel Vorcaro.

Após a liquidação do Banco Master, a Fictor enfrentou uma crise em sua reputação, resultando no resgate de cerca de R$ 2 bilhões por parte de investidores.

Este cenário culminou no pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, que fazem parte do conglomerado de Rafael de Gois.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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