Por que a fabricante brasileira é a escolha preferida do BTG e BBA? Entenda os riscos e oportunidades para 2026.

Por que a fabricante brasileira é a escolha preferida do BTG e BBA? Entenda os riscos e oportunidades para 2026.

by Ricardo Almeida
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Desempenho da Embraer em 2026

O desempenho positivo da Embraer (EMBJ3) ao longo de 2025 parece ter se prolongado para o novo ano. Analistas permanecem otimistas em relação à fabricante de aeronaves brasileira, sendo essa a principal recomendação do BTG Pactual e do Itaú BBA.

Expectativas e Resultados

A equipe de analistas do BTG, capitaneada por Lucas Marquiori, acreditava ser desafiador para a companhia atender ao nível de expectativa durante 2025. Contudo, os resultados apresentados superaram as projeções, e a ação respondeu com uma valorização consistente ao longo do ano, mesmo em face de períodos prolongados de valorização do real.

“O ano foi marcado por vendas recordes na aviação comercial, acordos significativos no setor de Defesa, um Paris Air Show dinâmico e uma série de acordos emblemáticos, entre outros aspectos. Em termos operacionais, as entregas também foram robustas, mesmo considerando os impactos adversos das novas tarifas de importação estabelecidas pelos EUA”, apontam os analistas do BTG.

Desafios para 2026

Para 2026, as expectativas para a companhia estão elevadas, conforme avaliam os analistas, que destacam a necessidade de sustentar o forte impulso que tem sido construído nos últimos anos. A expectativa é que a Embraer continue a ter sucesso com novas campanhas na aviação comercial, impulsionada pela limitação global de oferta de aeronaves narrowbodies. O segmento de Defesa deve se manter forte em um contexto de aumento dos riscos geopolíticos e de orçamentos militares.

Foco na Aviação Executiva

No setor de aviação executiva, a atenção recai sobre o aumento da capacidade produtiva, considerando o elevado backlog (carteira de pedidos). Além disso, o mercado deverá observar atentamente o desenvolvimento do novo negócio eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical) da Embraer, denominado Eve, que representa uma oportunidade significativa de crescimento.

Embraer como Principal Escolha

O BTG posiciona a Embraer como a principal opção para exposição ao dólar, sustentada por uma dinâmica favorável de oferta e demanda na indústria de aviação, a qual beneficia os fabricantes de aeronaves.

“Historicamente, manter a ação antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre, que é o período de maior pico nas entregas, tem se mostrado uma estratégia eficiente (e, como já mencionado, as entregas do quarto trimestre confirmam essa tendência)”, afirmam os analistas.

Perspectivas de Valuation

Embora os múltiplos estejam acima das médias históricas, o banco acredita que existem fundamentos sólidos que justificam esse patamar e que há catalisadores capazes de diminuir a disparidade de valuation em relação aos pares globais.

A Embraer também é indicada como a principal escolha pelo Itaú BBA, que reafirmou a recomendação após as entregas do quarto trimestre de 2025, quando a fabricante reportou a entrega de 32 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos, cumprindo as orientações de entrega para o ano.

Para o Itaú BBA, a recomendação de compra é respaldada pelo sólido desempenho em todas as unidades de negócios e por um potencial adicional advindo da Eve, além de um possível pedido de defesa da Índia. O BTG ressalta em seu relatório que a Embraer não apresenta um consenso claro entre os analistas, sendo que a maioria dos analistas globais classifica a ação como ‘Compra’, devido à exposição ao setor global de Defesa, enquanto alguns analistas locais a avaliam como ‘Neutra/Venda’, em razão da valorização mais elevada em comparação com as médias históricas.

Riscos a Serem Monitorados

A equipe de analistas do BTG identifica cinco principais riscos a serem acompanhados ao longo deste ano. O primeiro deles refere-se à geopolítica, que continua a ser um fator crítico, especialmente no que diz respeito às tarifas de importação dos EUA e a uma potencial diminuição dos conflitos globais, o que poderia reduzir a pressão sobre os orçamentos militares.

Além disso, existem problemas persistentes na cadeia de suprimentos, os quais podem atrasar o aumento da produção de aeronaves, assim como um aumento da concorrência, especialmente com o programa A220 da Airbus, que continua a limitar o crescimento da plataforma E2.

Por último, atrasos na expansão da capacidade produtiva de jatos executivos podem prejudicar o crescimento da empresa, e a não conquista de contratos significativos, como a nova licitação de transporte militar da Força Aérea Indiana, podem representar desafios para a companhia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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