A MBRF e a Alta no Ibovespa
A MBRF (MBRF3) registrou a maior alta no Ibovespa nesta segunda-feira, dia 23, apresentando um crescimento de 14,34% ao final das negociações, com suas ações encerrando o dia cotadas a R$ 18,98. Este movimento positivo nas ações da companhia foi impulsionado pela trégua nas hostilidades do Oriente Médio, um fator que teve repercussões favoráveis em todo o mercado financeiro neste dia.
Análise do Mercado de Proteínas
Fernando Iglesias, analista de proteína animal da Safras & Mercado, explicou que a MBRF possui uma forte exposição na região afetada pelo conflito e, por isso, a expectativa de uma normalização do comércio nessa área impacta suas ações de maneira mais significativa do que o que ocorre com outras empresas do setor. Iglesias afirmou: “Há mais esperança da reabertura do Oriente Médio e finalização do conflito por lá. Uma normalização com o possível fim da guerra seria muito benéfica para a companhia.”
A Trégua na Guerra do Oriente Médio
No âmbito geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o Exército americano vai postergar os ataques às usinas de energia e à infraestrutura energética do Irã por um período de cinco dias. Esta decisão seguiu uma série de conversas que foram descritas como “produtivas” entre Washington e Teerã.
No sábado anterior, Trump havia emitido um ultimato ao Irã, alertando que, caso o país não desse liberdade de passagem no estreito de Ormuz em um intervalo de 48 horas, forças militares dos Estados Unidos realizariam ataques para destruir as usinas de energia do país. Este cenário tensionado foi minimizado com o anúncio da trégua, o que contribuiu para uma melhora nas expectativas do mercado.
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã contrabalançou as notícias vindas dos Estados Unidos ao afirmar que não há diálogo em andamento entre as partes. De acordo com a mídia estatal iraniana, representantes do governo enfatizaram que “não há diálogo” com Washington, desmentindo especulações sobre possíveis negociações.
Fonte: www.moneytimes.com.br