Por que este fundo imobiliário é uma ótima oportunidade de compra na XP

Recomendação de Compra do HFOF11

A XP Investimentos reiterou a sua recomendação de compra para o fundo imobiliário Hedge Top FOFII 3 (HFOF11), destacando que este investimento apresenta um “desconto histórico” em relação ao valor patrimonial, bem como um dividend yield convidativo”.

O preço-alvo estabelecido pela corretora para as cotas do fundo é de R$ 7,77, o que implica um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 16% em relação à cotação atual, que é de R$ 6,57.

No relatório divulgado, os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar apontam que o HFOF11 está negociando, neste momento, a 0,85 vez seu valor patrimonial (P/VP), o que se aproxima dos maiores descontos já registrados pelo fundo.

Desempenho e Histórico da Gestão

Entre os fatores que sustentam a tese de compra, os analistas destacam o histórico positivo da Hedge Investimentos, gestora responsável pelo fundo, que administra mais de R$ 10,8 bilhões em ativos, com praticamente a totalidade desse montante alocada na indústria de Fundos Imobiliários (FIIs).

Adicionalmente, segundo a XP, o HFOF11 acumulou, desde seu lançamento em 2018, retorno equivalente a 94% do IFIX, considerando apenas a variação da cota no mercado. Vale destacar que a rentabilidade patrimonial ajustada alcançou 104,9% do principal índice de fundos imobiliários da B3.

Características do HFOF11

O HFOF11 é considerado pela corretora como “um dos principais fundos de fundos (FOFs) do mercado”. Seu objetivo é proporcionar retorno aos cotistas por meio do investimento em cotas de outros veículos imobiliários.

Atualmente, o FII possui um patrimônio líquido de R$ 1,77 bilhão, conta com mais de 94 mil investidores na bolsa de valores brasileira e registra um volume médio diário de negociação de R$ 2,6 milhões, refletindo um nível de liquidez classificado como “adequado” para o padrão da indústria.

Em termos de alocação, cerca de 98% dos ativos do HFOF11 estão investidos em cotas de outros fundos imobiliários, com uma maior exposição ao segmento de tijolo. A distribuição dos investimentos está concentrada principalmente em lajes corporativas (28%), recebíveis (19%), logística (16%), shoppings (16%) e renda urbana (14%).

Perspectivas e Histórico de Rentabilidade

A XP avalia que essa estratégia pode resultar em uma menor geração de renda no curto prazo, dado que os fundos de papel tendem a se beneficiar mais em um cenário de juros elevados, como o atual. Contudo, essa maior exposição aos fundos de tijolo pode potencializar a valorização patrimonial em um eventual ciclo de melhora na economia.

Além disso, o relatório enfatiza o dividend yield do HFOF11. Segundo os analistas, mesmo que os rendimentos estejam aquém de alguns concorrentes, o retorno anualizado é considerado “convidativo”.

“Apesar do nível de distribuição relativamente inferior ao dos pares, consideramos o dividend yield atual do fundo, que é de 10,9%, atrativo, sustentado por resultados recorrentes sólidos, uma reserva acumulada robusta e um expressivo desconto da cota de mercado”, afirma a XP.

Programa de Recompra de Cotas

Outro aspecto relevante na análise é o programa de recompra de cotas do HFOF11, que foi aprovado pelos cotistas e teve início em agosto de 2025. Essa iniciativa autoriza o fundo a recomprar até 5% de suas cotas em circulação, contanto que as aquisições sejam realizadas abaixo do valor patrimonial e que haja cancelamento imediato.

Desde o início do programa, o fundo já recomprou e cancelou cerca de 8,62 milhões de cotas, cifra que representa aproximadamente 75% do limite autorizado. De acordo com a XP, essa estratégia cria valor instantâneo para os cotistas que permanecem no fundo, aumenta o patrimônio por cota e tende a otimizar os dividendos distribuídos, uma vez que diminui a quantidade de cotas em circulação.

Riscos e Considerações

Apesar das oportunidades apresentadas, a corretora também destaca alguns riscos associados, incluindo os de mercado e de liquidez. O fundo está sujeito a variações de preço que podem ser influenciadas por fatores que afetam o desempenho global dos ativos listados em bolsa, como condições macroeconômicas e políticas públicas tanto locais quanto internacionais.

Conforme a XP, esses riscos tendem a ser mais acentuados no caso dos fundos de fundos, uma vez que o desempenho do HFOF11 depende não apenas da cota em si, mas também da atuação dos FIIs que compõem sua carteira.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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