Por que os investidores devem continuar comprando na baixa, segundo o Deutsche Bank.

Contexto Atual do Mercado

As ações têm enfrentado dificuldades recentemente, impactadas por uma combinação de fatores, como o aumento das taxas de juros globalmente, preços elevados do petróleo, inflação persistente e uma queda nas ações de empresas de memória. Apesar desse panorama desafiador, o Deutsche Bank orientou seus clientes a continuarem comprando durante os momentos de baixa no mercado.

Queda do S&P 500 e Nasdaq

No início desta semana, na segunda-feira, tanto o índice S&P 500 quanto o Nasdaq Composite registraram uma queda pelo segundo dia consecutivo. A pressão sobre as ações do setor de memória foi notável, com a Micron e a Seagate Technologies apresentando perdas significativas de 6% e 6,9%, respectivamente.

Situação do Petróleo e Taxas de Juros

O preço do petróleo se mantém acima de US$ 100 por barril, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos se negocia em níveis que não eram observados há um ano. Essa combinação de fatores pode sinalizar o fim dos mercados de alta para as ações. Mesmo alguns dos analistas mais otimistas de Wall Street estão se mostrando cautelosos. No entanto, o estrategista do Deutsche Bank, Henry Allen, ainda considera que o cenário atual é propício para compras em momentos de queda.

Resiliência dos Ativos de Risco

Henry Allen destacou em comunicação a seus clientes que, apesar da queda nas últimas sessões, "os ativos de risco ainda mostram resiliência. O S&P 500 está apenas 1,3% abaixo de seu recorde histórico". Segundo ele, embora os últimos dias tenham trazido uma leve retração para os ativos de risco, não existem as condições que normalmente levariam a vendas mais agressivas, como ocorreu em períodos anteriores.

Previsões do Mercado de Petróleo

Allen observou que, embora os preços do petróleo permaneçam elevados, o mercado de futuros do petróleo ainda indica a possibilidade de preços mais baixos ao longo do próximo ano. O contrato da West Texas Intermediate, que vence em janeiro de 2027, está cotado em cerca de US$ 80 por barril, de acordo com dados da FactSet.

Ação dos Bancos Centrais

Adicionalmente, as principais instituições financeiras do mundo ainda não iniciaram a elevação das taxas de juros. Allen afirmou: "E mesmo o endurecimento previsto é mínimo em comparação com crises de petróleo anteriores, como as da década de 1970 e de 2022." Ele acrescentou que os dados econômicos globais permanecem sólidos, apesar dos recentes números relacionados à inflação.

Considerações Finais

Para concluir, Allen sublinhou que, a menos que ocorra uma mudança clara nesses fundamentos econômicos, a resiliência dos ativos de risco, embora não seja particularmente notável, está em consonância com o histórico dos últimos anos.

Fonte: www.cnbc.com

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