Operação IG4 Capital e Braskem
A operação que resultou na IG4 Capital assumindo o controle da Braskem revelou uma postura intrigante entre os credores envolvidos. De um lado, encontraram-se os bancos privados — Itaú, Bradesco e Santander — que adotaram uma abordagem marcada pelo pragmatismo quase frio. Para essas instituições, a conversão da dívida em instrumentos financeiros atrelados à valorização futura da petroquímica não foi encarada apenas como uma aposta, mas sim como uma estratégia defensiva: o principal objetivo foi reduzir o risco imediato, evitar perdas rápidas e transferir a responsabilidade para o desempenho da empresa sob nova gestão.
Bancos Públicos e Visão Desenvolvimentista
Em contrapartida, os bancos públicos, que incluem o Banco do Brasil e o BNDES, adotaram uma postura quase desenvolvimentista em seus relatórios. Eles se referem à “estabilidade do setor petroquímico”, à “preservação de cadeias produtivas estratégicas” e ao “alinhamento às diretrizes de política industrial”. Para essas instituições, a operação foi vista não apenas como uma tentativa de minimizar prejuízos, mas como uma oportunidade para revitalizar a Braskem e, consequentemente, fortalecer a indústria química nacional.
Fonte: veja.abril.com.br