Confiança em Kevin Warsh
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira, dia 29, que "confia na palavra" de Kevin Warsh. Esta afirmação foi feita ao ser questionado sobre a resistência do indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à pressão política que pode ser exercida sobre ele.
Decisões Baseadas em Análises Rigorosas
Powell expressou confiança de que o Federal Reserve continuará a tomar suas decisões com base em análises minuciosas, em vez de se deixar levar por fatores políticos. Durante uma coletiva de imprensa, ele ressaltou essa posição ao anunciar a decisão de manter os juros nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%. Além disso, Powell mencionou que os impactos da guerra no Oriente Médio estão sendo monitorados pela instituição.
Agressões Legais e Futuro no Fed
O presidente do Fed disse que a instituição tem enfrentado "ataques legais" por parte do governo, o que, segundo ele, tem exigido uma luta constante em defesa da integridade do Banco Central. Powell confirmou que deixará o cargo de presidente do banco central no próximo mês, mas continuará seu mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028.
Aprovação de Kevin Warsh
Powell também parabenizou Kevin Warsh pela aprovação de sua indicação pelo Comitê Bancário do Senado. O nome de Warsh, indicado para suceder Powell, agora seguirá para votação no plenário do Senado.
Encerramento da Investigação Criminal
Na semana anterior, Jeanine Pirro, procuradora dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, havia anunciado o encerramento de uma investigação criminal contra Powell relacionada a reformas na sede do Fed localizada em Washington, D.C. Contudo, Powell destacou que Pirro indicou que "não hesitaria em reabrir a investigação" se necessário.
Contexto da Investigação
A investigação contra Powell foi iniciada após meses de críticas por parte de Donald Trump em relação ao trabalho do presidente do Fed. Essa medida foi interpretada como uma forma de pressão sobre o Banco Central americano para promover cortes nas taxas de juros.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br