Conferência de Imprensa em Nuuk
O chefe de Governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, fez uma declaração em uma coletiva de imprensa realizada em Nuuk, Groenlândia, no dia 5 de janeiro de 2026. O primeiro-ministro da Dinamarca alertou que qualquer ataque dos Estados Unidos a um aliado da OTAN significaria o fim de “tudo”, isso ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar seu desejo de anexar a Groenlândia.
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Reação do Primeiro-Ministro da Groenlândia
No dia seguinte, o primeiro-ministro da Groenlândia buscou minimizar a possibilidade de uma tentativa de tomada de poder por parte dos Estados Unidos, após um renovado interesse na ilha rica em minerais por parte do presidente Donald Trump.
Em uma coletiva que ocorreu logo após a operação militar de Trump na Venezuela durante o fim de semana, Jens Frederik Nielsen rejeitou preocupações sobre uma situação semelhante poder ocorrer na Groenlândia, que é um território autônomo dinamarquês.
“A situação não é tal que os Estados Unidos possam simplesmente conquistar a Groenlândia”, afirmou Nielsen na coletiva. “Nosso país não é realmente o certo para ser comparado com a Venezuela”, acrescentou, conforme tradução da CNBC.
“Somos um país que é democrático e tem sido democrático há muitos, muitos anos. Se analisarmos o quadro geral, podemos entender que algumas pessoas estão preocupadas”, disse Nielsen.
“Queremos criar e restabelecer a cooperação que anteriormente tivemos com os Estados Unidos, especialmente a boa cooperação que já existiu”, completou.
Comentários de Trump sobre a Groenlândia
Líderes políticos europeus se uniram em apoio à Groenlândia e à Dinamarca, que é responsável pela defesa da ilha autônoma, desde que Trump repetiu suas ambições após a intervenção de Washington na Venezuela.
Falando à NBC News na noite de segunda-feira, Trump disse que estava “muito sério” em sua intenção de adquirir a Groenlândia, mas reconheceu que não tinha um “cronograma” para isso.
O presidente dos Estados Unidos, que há tempo defende o controle sobre a ilha, declarou no domingo, durante voo a bordo do Air Force One, que “precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”.
Advertência do Primeiro-Ministro dinamarquês
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, por sua vez, alertou que uma tomada americana da Groenlândia equivaleria ao fim da aliança militar da OTAN.
“Acredito que o presidente dos Estados Unidos deve ser levado a sério quando diz que deseja a Groenlândia”, disse Frederiksen à emissora dinamarquesa TV2 na segunda-feira, conforme tradução da CNBC.
“Mas também quero deixar claro que, se os Estados Unidos optarem por atacar outro país da OTAN militarmente, tudo acaba. Isso inclui a nossa OTAN e, consequentemente, a segurança que foi fornecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, acrescentou.
Esforços de Cooperação da Dinamarca com a Groenlândia
Copenhague tem buscado melhorar as relações com a Groenlândia nos últimos meses, prometendo aumentar os investimentos em saúde e infraestrutura, ao mesmo tempo em que procura aliviar as tensões com a administração Trump, investindo na defesa no Ártico, incluindo a compra de 16 jatos de combate F-35 adicionais.
Pesquisas de opinião anteriores mostraram que a maioria dos groenlandeses se opõe de forma contundente ao controle dos Estados Unidos, enquanto uma grande maioria apoia a independência da Dinamarca.
Fonte: www.cnbc.com