Preocupações com Crédito Privado e Grandes Investidores Continuam a Aumentar, Afirma Executivo do JPM

A Situação no Mercado de Crédito Privado

O drama que se desenrola no mercado de crédito privado não afastou investidores de grande porte, de acordo com uma proeminente estrategista do JPMorgan.

Perspectiva de Investidores Institucionais

Monica DiCenso, responsável pelas oportunidades de investimento globais no JPMorgan Private Bank, minimizou as preocupações que cercam o setor de crédito privado nos últimos meses. Apesar de alguns fundos terem congelado os pedidos de retirada dos investidores, ela acredita que os riscos nesse setor estão superestimados. DiCenso comentou que os clientes institucionais estão aproveitando essa situação de pânico como uma oportunidade para ampliar seus investimentos, declarando à CNBC: "Estou vendo os clientes institucionais adicionando crédito privado aqui. Eles estão usando esse medo como um momento para aumentar a exposição. E isso é sempre algo que você quer observar quando vê uma parte muito sofisticada do mercado dizendo: ‘Isso provavelmente é um pouco exagerado’", afirmou. Ela, no entanto, reconheceu que o crédito privado representa um segmento de "maior risco" no mercado.

Fatos que Acenderam o Alarme

As preocupações sobre a saúde do crédito privado foram acendidas inicialmente com o colapso da TriColor Holdings e da First Brands no final do ano passado. Desde então, os fundos de crédito privado enfrentaram um aumento significativo nos pedidos de retirada, levando empresas como BlueOwl, BlackRock e Apollo a limitar a quantia que os investidores podem retirar.

Contágio e Gestão de Riscos

As notícias sobre as limitações de retiradas fomentaram temores de um evento de contágio que poderia se espalhar para outras áreas do sistema financeiro. Contudo, DiCenso acredita que a imposição de limites de resgate é, na verdade, uma "boa coisa". Ela explicou: "Isso impede a correria nos bancos, se você quiser. Embora não seja agradável ver essa manchete, isso ajuda a acalmar os nervos das pessoas e permite que essas empresas gerenciem e administrem esses riscos."

Liquidez e Desempenho do Crédito Privado

Os investimentos em crédito privado são menos líquidos do que os ativos negociados publicamente. Muito do que aconteceu recentemente no setor de crédito privado é resultado do comportamento de investidores de varejo, que estão acostumados à liquidez diária proporcionada por ações e ETFs, e foram surpreendidos pela relativa iliquidez dos fundos de dívida privada.

Entretanto, DiCenso observou que grande parte da dívida no universo do crédito privado ainda está se comportando bem. A taxa de inadimplência em empréstimos de crédito privado gira em torno de 2,5%, o que está em linha com a média histórica para empréstimos de alto rendimento e alavancados, de acordo com uma análise do JPMorgan Private Bank. "Se você está se associando a um gerente que é experiente e sabe como fazer isso, eu realmente acredito que tudo vai ficar bem", disse DiCenso sobre o desempenho do setor.

Reações de Outros Líderes do Mercado

Outros nomes importantes em Wall Street também desconsideraram o pânico recente no setor de crédito privado. Durante a teleconferência sobre os lucros do banco na terça-feira, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, declarou que não estava "particularmente preocupado" com os riscos sistêmicos relacionados ao crédito privado. Dimon, que sugeriu que TriColor e First Brands eram apenas algumas das "baratas" escondidas no mercado de crédito mais amplo no ano passado, foi um dos primeiros a alertar sobre os riscos no mercado de crédito privado.

O CEO da Goldman Sachs, David Solomon, também expressou a opinião de que o crédito privado ainda representa um espaço atraente, apesar do aumento de "ruídos" por parte dos investidores nos últimos meses.

Fonte: www.businessinsider.com

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