Presidente da Apex expressa preocupações sobre o acordo Mercosul-União Europeia após deliberação do Parlamento.

Apreensões sobre o Acordo Mercosul-União Europeia

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, expressou, nesta quinta-feira, 22, sua preocupação em relação ao andamento do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Essa apreensão surge em decorrência do aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos e da judicialização do acordo por parte da Comissão Europeia.

Resistências no Acordo

Durante sua declaração, Viana destacou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, totalizando US$ 22 trilhões. Ele enfatizou que o acordo é benéfico para ambos os lados, embora reconheça a resistência significativa que existe na Europa. Segundo Viana, as salvaguardas implementadas têm como objetivo proteger contra distorções de mercado.

Diálogo com o Senado

O presidente da Apex revelou que, na quarta-feira anterior, teve uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Durante essa conversa, Alcolumbre afirmou que a aprovação do acordo no Legislativo brasileiro será uma prioridade para o ano de 2026.

Viana mencionou que Alcolumbre pretende tornar esse assunto a principal pauta ao retornar para o recesso. "Ele (Alcolumbre) vai transformar esse tema na agenda principal da volta dele agora para o recesso. Essa é a principal agenda. Vamos ver se ele age junto com os líderes dos Congressos do Mercosul, para aprovar o quanto antes, no Brasil e no Mercosul. É uma maneira educada de pressionarmos os europeus”, explicou Viana.

Aceleração da Internalização

O presidente da Apex reiterou as palavras do vice-presidente, Geraldo Alckmin, sobre o desejo do governo de acelerar a internalização do acordo com os europeus. Ele observou a aliança entre setores extremos da política brasileira, onde tanto certos grupos à esquerda quanto à direita se uniram em oposição ao acordo. “Setores mais extremos à esquerda e setores mais extremos à direita se juntaram, criaram uma espécie de colisão contra o acordo,” afirmou.

Posicionamento do Conselho Europeu

Viana também mencionou que o Conselho Europeu deve se pronunciar nesta quinta-feira sobre a votação do acordo Mercosul-União Europeia. Ele fez uma referência à revisão jurídica que foi aplicada no acordo entre a União Europeia e o Canadá. Por fim, Viana ponderou que a implementação provisória do acordo Mercosul-União Europeia ou qualquer pressão ao Judiciário não é uma responsabilidade do Brasil.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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