Presidente da Fiesp critica falta de transparência do governo em relação ao 6x1

Presidente da Fiesp critica falta de transparência do governo em relação ao 6×1

by Fernanda Lima
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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, manifestou suas críticas em relação ao modo como o governo federal tem conduzido as discussões sobre a possível extinção da escala de trabalho 6×1. Em uma entrevista concedida à CNN Brasil nesta sexta-feira, 24 de fevereiro, Skaf caracterizou a abordagem do governo como sendo marcada pela falta de transparência.

De acordo com o presidente da Fiesp, o estado brasileiro não possui a estrutura financeira necessária para intervir em questões relacionadas ao trabalho. Ele afirmou: “O governo não tem nem estrutura, ele é um endividado para ficar falando em ajudar aqui ou ali. Esse paternalismo, a sociedade não precisa”.

Skaf sublinhou que, ao contrário do que é frequentemente argumentado, a escala de trabalho 6×1 é mais comum em grandes empresas do que em micro e pequenas. Ele enfatizou: “Ele deveria saber que a maior parte das empresas que têm 6×1 são as grandes empresas, não são as micro e pequenas empresas. Portanto, a discussão do governo não é transparente.”

Liberdade nas negociações

O presidente da Fiesp fez uma defesa pela ampliação da liberdade nas negociações trabalhistas, alertando que rigididades nas relações de trabalho podem resultar em um aumento da informalidade. Ele esclareceu: “Exatamente com esses engessamentos, o trabalhador acaba desejando fazer, mas como está engessado por lei, acaba entrando no campo da informalidade”.

Em sua argumentação, Skaf questionou a inserção de escalas de trabalho no texto da Constituição Federal. Ele indagou: “Em país nenhum do mundo, escalas de trabalho estão na Constituição Federal. Quero saber qual é o país no mundo em que a Constituição estabelece como devem trabalhar os setores e os trabalhadores”.

O presidente da Fiesp reforçou que o fundamento da reforma trabalhista deveria ser priorizar o diálogo e a negociação em lugar da rigidez legislativa. “O princípio da reforma trabalhista é deixar de legislar tanto e passar a negociar mais. O que se pretende é que o que foi negociado substitua o que está legislado. O que estamos fazendo é engessar até a escala de trabalho. É um absurdo”, finalizou.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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