Recomendação do Itaú BBA
O Itaú BBA reafirmou a recomendação de outperform (equivalente à compra) para as ações da Copasa (CSMG3). A decisão ocorreu após o governo de Minas Gerais divulgar, na quinta-feira (23), o manual de etapa prévia para a seleção do investidor de referência na privatização da empresa.
O preço-alvo do banco para os ativos é de R$ 55,94 ao final de 2026, o que indica uma potencial desvalorização de aproximadamente 2,4% em relação à cotação atual, que é de R$ 57,29.
Em relatório, a instituição salientou que a publicação desse documento representa um “ponto-chave” no processo de desestatização, pois estabelece todas as obrigações, direitos e deveres que um investidor estratégico deverá cumprir.
“Reiteramos a nossa recomendação de compra para a Copasa, pois, com as diretrizes para a seleção de investidores estratégicos divulgadas, prevemos que a empresa está se aproximando das etapas finais do seu processo de privatização”, declarou o Itaú BBA.
Em meio às expectativas relacionadas à operação, as ações CSMG3 acumularam alta de 31% desde o início de janeiro. No total de doze meses, a valorização supera os 170%.
Expectativas para a Privatização
A expectativa é que a privatização da Copasa ocorra até o fim de maio, com movimentação financeira estimada entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.
O modelo adotado segue a estrutura de follow-on (oferta subsequente de ações) semelhante à daquela utilizada pela Sabesp (SBSP3), que prevê a entrada de um investidor estratégico.
A seleção prévia será organizada pela B3 e englobará investidores profissionais, individualmente ou em consórcio.
Para participar da disputa, os interessados precisarão demonstrar que atendem a critérios técnicos, financeiros e de governança.
A definição do investidor estratégico ocorrerá em uma etapa posterior, após o lançamento da oferta, quando serão apresentadas propostas vinculativas com a indicação de preço por ação.
Entre as exigências, os candidatos precisarão comprovar experiência em infraestrutura, com investimentos de pelo menos R$ 6,3 bilhões nos últimos 20 anos. Além disso, eles deverão apresentar garantias financeiras robustas, incluindo cartas de fiança no valor mínimo de R$ 7 bilhões.
Estudo do Safra
O Safra também considera o progresso no processo de privatização como um desenvolvimento positivo, embora mantenha uma recomendação neutra para as ações CSMG3.
Segundo a avaliação da instituição, a desestatização da Copasa se tornou mais provável e poderá ser finalizada no segundo trimestre de 2026 (2T26), possivelmente com base nos resultados do primeiro trimestre (1T26).
O banco enfatizou, em relatório, que a estrutura da oferta prevê, além dos 30% destinados ao investidor de referência, uma parte de 15% reservada aos demais interessados.
Entre os potenciais interessados na operação, a análise menciona empresas como Equatorial Energia, Sabesp, Aegea Saneamento e o grupo Águas do Brasil.
No entanto, o Safra observou que falta definição sobre aspectos importantes, como o preço mínimo da oferta, os critérios finais para a seleção do investidor de referência e o mecanismo definitivo de precificação.
“Neste momento, a privatização parece mais provável e o valuation da Copasa se torna cada vez mais dependente da concretização deste evento”, afirmou o banco, que atualmente possui um preço-alvo de R$ 65 para as ações CSMG3, o que representa um potencial de valorização de cerca de 15%.
Em um cenário favorável de desestatização bem-sucedida, essa estimativa pode ser elevada para R$ 80 por ação.
Fonte: www.moneytimes.com.br


