Produção Industrial no Brasil permanece estável em novembro, segundo IBGE

Produção Industrial no Brasil permanece estável em novembro, segundo IBGE

by Fernanda Lima
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Produção Industrial no Brasil

A produção industrial no Brasil permaneceu estagnada em novembro, fracassando em atender as expectativas de crescimento, o que reforça a percepção de que o setor está apresentando um desempenho fraco em 2025, influenciado pela política monetária restritiva e pelo tarifário intensificado nos Estados Unidos.

Expectativas de Crescimento

A expectativa dos economistas para o resultado de novembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (7), era de um avanço de 0,2%, conforme pesquisa da Reuters, após uma alta de 0,1% em outubro. No entanto, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, houve uma queda de 1,2%, contrastando com a previsão de um recuo de apenas 0,1%.

Desempenho Anual

Nos últimos meses de 2025, a produção industrial registrou resultados próximos a zero em quase todos os períodos, mantendo-se atualmente 14,8% abaixo do patamar recorde alcançado em maio de 2011.

"O desempenho da indústria permanece estável, conforme observado nos últimos meses e ao longo do ano de 2025, mas evidenciou resultados predominantemente negativos em novembro", destacou André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE.

Fatores que Afetam a Indústria

A indústria brasileira enfrenta um cenário de estagnação, principalmente devido à alta taxa de juros, embora um mercado de trabalho aquecido esteja ajudando a impulsionar a economia. A taxa básica de juros Selic encerrou 2025 em 15%, após o Banco Central mantê-la nesse nível na última reunião do ano, em dezembro, sem indicar quando poderá iniciar cortes. Essa manutenção por um período prolongado é considerada a estratégia mais adequada para levar a inflação a níveis desejáveis.

"O resultado de novembro reafirma a tendência de desaceleração do setor industrial, que enfrenta um problema duplo: a elevada taxa de juros e o tarifaço americano, que, mesmo com alguns recuos, ainda impõe uma sobretaxa de 50% sobre a maior parte da produção industrial exportada para os EUA", afirmou André Valério, economista sênior do Inter.

Recortes Setoriais

De acordo com o levantamento do IBGE sobre a indústria, em novembro, 15 dos 25 ramos pesquisados apresentaram queda em relação ao mês anterior. A principal contribuição negativa foi das indústrias extrativas, que mostraram uma retração de 2,6% na produção.

Macedo comentou que "a queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro".

Setores como veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), produtos químicos (-1,2%), produtos alimentícios (-0,5%) e bebidas (-2,1%) também reportaram retrações significativas.

Desempenho das Categorias Econômicas

Entre as categorias econômicas, os bens de consumo duráveis tiveram uma queda de 2,5% em novembro, enquanto a produção de bens intermediários apresentou uma diminuição de 0,6%. Por outro lado, as categorias de bens de capital tiveram um aumento de 0,7%, e bens de consumo semi e não duráveis subiram 0,6%.

Estes dados refletem a complexidade do panorama industrial brasileiro, que continua a enfrentar desafios significativos enquanto busca sinais de recuperação em um cenário de estagnação e altas taxas de juros.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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