Proposta prevê desmembramento da Raízen (RAIZ4) em duas empresas com capitalização e conversão de dívida em ações.

Proposta para Reestruturação da Dívida da Raízen

A Cosan (CSAN3) apresentou à Shell uma proposta para reestruturar a dívida da Raízen (RAIZ4), em resposta ao aumento significativo da alavancagem e ao prejuízo bilionário reportado pela empresa. As informações foram inicialmente divulgadas pelo Brazil Journal e confirmadas pela Broadcast, com fontes do mercado.

Prejuízo e Pressão sobre a Estrutura de Capital

Em 13 de outubro, a Raízen anunciou um prejuízo de R$ 15,6 bilhões, o que intensificou a pressão sobre sua estrutura de capital. De acordo com apurações, credores já se preparavam para um possível cenário de recuperação judicial.

Estrutura da Proposta

O plano em discussão propõe a divisão da Raízen em dois negócios distintos:

  • Um focado em commodities, como açúcar e etanol.
  • Outro direcionado para a área de distribuição de combustíveis.

A reestruturação incluirá rodadas de capitalização e a conversão de parte das dívidas em participação acionária.

Detalhamento da Proposta

Conforme o esboço apresentado, a divisão voltada para commodities receberia cerca de R$ 1 bilhão da Cosan, R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto, controlador da Cosan, e aproximadamente R$ 1,5 bilhão da Shell. No entanto, até o momento, a petroleira sinalizou uma baixa disposição para efetuar novos investimentos.

Aporte do BTG Pactual

Um aspecto importante da operação envolve o BTG Pactual, que está previsto para aportar R$ 5,3 bilhões por meio de fundos de private equity. Nesse cenário, os recursos seriam provenientes de investidores dos fundos, dispensando o uso de capital próprio do banco ou de seus sócios.

Conversão de Dívidas em Ações

Além da injeção de capital, a proposta também contempla a conversão de 25% da dívida com credores em ações. Deste montante, dois terços seriam trocados por participação na empresa de commodities, e um terço na operação de distribuição.

A estratégia visa aliviar a pressão financeira sobre a Raízen, reduzir a alavancagem e evitar medidas mais drásticas, como o pedido formal de recuperação judicial — um cenário que vinha se intensificando entre os credores após o anúncio do prejuízo bilionário.

As informações são do Broadcast.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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