O governo federal está desenvolvendo uma medida provisória que estabelece um subsídio destinado à redução do preço do diesel no Brasil. A proposta contempla um desconto de R$ 1,20 por litro, visando mitigar o aumento dos combustíveis e evitar repercussões negativas na economia nacional.
Essa iniciativa emerge em um contexto de pressão internacional sobre os preços do petróleo, que são afetados por tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que é a principal rota marítima para o reabastecimento global desse recurso.
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Como a guerra afeta o preço do diesel?
Como mencionado, o bloqueio do Estreito de Ormuz é a principal causa da crise no reabastecimento de petróleo, além de afetar outros materiais essenciais como fertilizantes e gás natural. Essa passagem foi fechada pela Guarda Revolucionária do Irã em resposta a ataques aéreos dos Estados Unidos.
O problema central deste bloqueio é o impacto em países que nem sequer estão diretamente envolvidos no conflito, como é o caso do Brasil. Apesar de o país ser um produtor importante de petróleo e ter uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, a produção brasileira não é suficiente para atender ao consumo interno.
Diante dessa situação, o governo federal busca alternativas no mercado internacional. Contudo, em meio ao conflito, os preços do petróleo dispararam. Com base nessa realidade, o Ministério da Fazenda, através do ministro Dario Durigan, apresentou a proposta de subsídio ao diesel.
Como o custo será dividido?
De modo geral, a proposta do Ministério da Fazenda prevê uma divisão equânime dos custos entre o governo federal e os estados, com cada parte assumindo R$ 0,60 por litro subsidiado, o que totaliza R$ 1,20. A previsão é que o gasto total atinja R$ 3 bilhões em um período de dois meses.
Dessa forma, a proposta busca reduzir os impactos do aumento do diesel, diante do cenário internacional, por meio de um esforço conjunto entre a União e os estados. Com isso, o efeito gerado pela guerra é minimizado, apoiando o abastecimento interno.
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Aprovação da maioria
De acordo com o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mais de 80% dos estados brasileiros já manifestaram apoio à proposta. No entanto, ele evidenciou que a adesão completa não é um pré-requisito para que a medida siga adiante.
Durigan ressaltou que o cenário ideal implicaria na concordância de todos os estados para evitar questionamentos futuros, mas acentuou que essa concordância unânime não é uma condição imprescindível para a implementação do subsídio ao diesel.
Fonte: timesbrasil.com.br

