- Coinbase argumenta que a Commodity Exchange Act concede à CFTC autoridade exclusiva sobre contratos de evento.
- Casos anteriores envolvendo a Kalshi mostram que os tribunais ainda não resolveram a questão de forma definitiva.
- As decisões podem moldar o desenvolvimento de mercados de previsão e produtos financeiros relacionados em todo o país.
Coinbase levou sua disputa com reguladores dos EUA à Justiça, à medida que se expande para mercados de previsão, apresentando processos contra autoridades em Connecticut, Illinois e Michigan.
O desafio jurídico centra-se em uma questão fundamental que enfrenta os mercados financeiros nos Estados Unidos: se os mercados de previsão devem ser regulamentados a nível federal como derivativos financeiros ou tratados pelos estados como produtos de jogo.
Coinbase argumenta que a resposta já está definida na legislação federal.
Os reguladores estaduais discordam, configurando um confronto que pode redefinir a supervisão de mercados baseados em eventos relacionados a finanças, política e resultados do mundo real.
A batalha jurisdicional se delineia
O caso da exchange é fundamentado na Commodity Exchange Act, que concede à Commodity Futures Trading Commission autoridade sobre derivativos, incluindo contratos de evento.
Coinbase mantém que os mercados de previsão listados em plataformas supervisionadas pela CFTC se enquadram claramente dentro desse marco.
Na perspectiva da empresa, os esforços estaduais para aplicar leis de jogo locais configuram uma superproteção regulatória.
Paul Grewal, Diretor Jurídico da Coinbase, posicionou os processos judiciais como uma resposta a um conflito direto entre a autoridade federal e a aplicação estatal.
Coinbase argumenta que permitir que estados individuais intervenham corre o risco de criar um sistema regulatório fragmentado que prejudica a consistência nacional. Nesse cenário, jurisdições mais rigorosas poderiam efetivamente bloquear produtos aprovados federalmente em todo o país.
Rótulos de jogo sob escrutínio
Uma questão central nos processos é como os mercados de previsão são definidos.
Reguladores estaduais têm se movido para classificá-los ao lado das apostas esportivas e do jogo em cassinos.
Coinbase rejeita essa comparação, argumentando que os mecanismos são fundamentalmente diferentes.
Os mercados de previsão funcionam como mercados que conectam compradores e vendedores que têm visões opostas sobre eventos futuros.
Os preços são estabelecidos pela demanda do mercado, e não por uma casa que gerencia as odds.
Coinbase afirma que essa estrutura alinha os mercados de previsão ao comércio de derivativos, e não a apostas, e os coloca dentro do escopo da legislação federal de commodities, em vez de estatutos de jogos estaduais.
Supervisão federal e alegações de conformidade
Coinbase também apontou as obrigações regulatórias associadas aos mercados supervisionados pela CFTC.
Essas obrigações incluem monitoramento de manipulação, limites de posição e requisitos de conformidade contínuos projetados para proteger a integridade do mercado.
Segundo a exchange, essas salvaguardas já abordam muitas das preocupações de proteção ao consumidor citadas pelos reguladores estaduais.
Ryan VanGrack, Vice-Presidente Jurídico da Coinbase, argumentou que a intervenção em nível estadual corre o risco de duplicar ou entrar em conflito com a supervisão federal.
A empresa mantém que a inclusão dos mercados de previsão sob regras locais de jogo ignora como os mercados de derivativos regulamentados federalmente operam e ameaça a supervisão uniforme.
Fonte: coinjournal.net

