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Raízen: Entenda por que a empresa pode optar pela recuperação judicial – Times Brasil

by Fernanda Lima
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A produtora e distribuidora de combustíveis Raízen enfrenta uma crise financeira significativa. No período de outubro a dezembro de 2025, que corresponde ao terceiro trimestre do ano-safra 2025/2026, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 15,645 bilhões, resultando em uma baixa contábil de R$ 11,1 bilhões.

De acordo com o relatório de resultados divulgado, a companhia atribui essas dificuldades à deterioração de crédito, fato evidenciado pelo rebaixamento de suas classificações de crédito realizadas por importantes agências, tanto nacionais quanto internacionais. Ao comparar com o ano anterior, a dívida líquida da empresa atingiu 43,4%, totalizando R$ 55,322 bilhões.

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No atual cenário, o mercado financeiro se pergunta se a Raízen pode entrar em recuperação judicial. A questão que surge é: o que, de fato, a Raízen faz?

O que a Raízen faz?

Estabelecida em 2011, a Raízen S.A. é uma joint venture resultante da parceria entre a Shell e a Cosan. Com sede no Rio de Janeiro (RJ), a empresa se destaca como a maior produtora de etanol de cana-de-açúcar no Brasil e a principal exportadora individual desse combustível em nível global.

Relatórios referentes a 2023 e 2024 indicam que a Raízen opera mais de 8,1 mil postos da Shell, além de 1,7 mil lojas de conveniência que se encontram em operação na Argentina, Brasil e Paraguai.

De forma geral, as operações da companhia abrangem: produção, geração de energia, logística, transporte, distribuição, exportação e varejo.

Leia também: Raízen compra fatia da Sumitomo e assume biomassa

Atualmente, Nelson Gomes, um engenheiro, lidera a companhia, tendo assumido o cargo de CEO em novembro de 2024.

A Raízen vai entrar em recuperação judicial?

A Raízen deve receber um novo aporte de capital, o que, segundo informações obtidas pelo Valor Econômico, pode auxiliar na diminuição do endividamento da empresa. Neste momento, a principal dívida da companhia é com o banco Santander.

Diante desse contexto, a possibilidade de uma recuperação judicial parece remota, embora não se descarte a possibilidade uma recuperação extrajudicial. Isso ocorre porque parte da dívida da Raízen está relacionada a instrumentos do mercado de capitais. Portanto, a negociação com todos os credores pode se tornar uma tarefa complexa.

Além disso, um relatório do BB InvesTalk aponta que os detentores de títulos de dívida emitidos no exterior (bonds) pela Raízen contrataram a assessoria Moelis com o intuito de discutir a reestruturação dessas dívidas.

No dia 12 de fevereiro deste ano, esses títulos estavam sendo negociados a aproximadamente 30% do seu valor original no mercado secundário, o que significa um desconto em torno de 70%. Essa situação indica que investidores estão vendendo os papéis por um valor muito inferior ao que deveriam receber no vencimento, refletindo a percepção de um risco considerável de inadimplência ou a possibilidade de uma renegociação que envolva perdas.

Subsequentemente, a empresa confirmou que havia contratado assessores financeiros na busca por novas estratégias que possam fortalecer a liquidez da companhia e aprimorar sua estrutura de capital.

O que a liderança diz?

Em relação a essa situação, Nelson Gomes, o atual CEO, mencionou durante uma teleconferência com investidores que a prioridade da empresa será reduzir o endividamento e manter a competitividade da Raízen para o longo prazo. Embora o termo recuperação judicial não tenha sido explicitamente utilizado, o executivo enfatizou que a solução será “consensual, estruturante e, acima de tudo, definitiva”.

Além disso, ele destacou que a liquidez da Raízen é robusta, embora não seja suficiente, por si só, para suportar uma transformação operacional e para reduzir o desequilíbrio nas contas da empresa.

No cenário atual, o mercado parece sinalizar que uma recuperação, seja judicial ou extrajudicial, seria recomendável. No entanto, a Raízen demonstra que está se esforçando para realizar negociações privadas e explorar outras formas de reestruturação, visando manter a relação com seus principais credores.

Enquanto esse processo se desenrola, a Raízen agora também é proprietária da Sumitomo Corporation, o que possibilita à empresa controlar toda a cadeia produtiva de biomassa. Em teoria, essa nova aquisição deve levar a um aumento na eficiência operacional e à geração de maior receita, contribuindo para a sustentabilidade financeira da produtora.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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