Ação da Raízen e Proposta de Aporte de Capital
A Raízen (RAIZ4) confirmou, em comunicado nesta quarta-feira (4), que está analisando uma proposta de contribuição de capital no valor total de R$ 4 bilhões. Destes, R$ 3,5 bilhões seriam provenientes do Grupo Shell, enquanto R$ 500 milhões viriam de um veículo de investimento controlado pela Aguassanta Investimentos S.A., que está associado à família de Rubens Ometto Silveira de Mello, acionista controlador da Cosan.
Análise do Endividamento Financeiro
Além do aporte proposto, a empresa está considerando a reestruturação de sua dívida financeira. Entre as estratégias em avaliação, destaca-se a conversão de parte da dívida em capital, juntamente com o alongamento do saldo remanescente. A empresa também pretende continuar o processo de simplificação de suas operações, com análises sobre a venda de ativos que não são considerados estratégicos, conforme já foi mencionado anteriormente.
No atual cenário, a Raízen busca garantir um ambiente organizado e seguro para conduzir suas negociações com credores financeiros e procurar uma solução consensual. Essa solução pode incluir a recuperação extrajudicial, se necessário.
A companhia reafirmou que suas operações seguirão normalmente e destacou que as medidas em análise não devem afetar seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros comerciais.
Desempenho das Ações e Impasse nas Negociações
A confirmação sobre a análise do aporte de capital ocorre após um recuo de 13% no valor das ações da Raízen nesta quarta-feira. Esse movimento se deu em decorrência da divulgação de uma matéria da Reuters, que reportava um impasse nas negociações entre Cosan e Shell, coproprietários da joint venture, relacionado à capitalização da produtora de açúcar e etanol.
Na tarde de ontem, o presidente-executivo da Shell Brasil declarou que a empresa estava comprometida em investir R$ 3,5 bilhões na Raízen, além de esperar que a Cosan também se comprometesse a investir o mesmo montante.
No entanto, durante a tarde, o serviço de notícias Broadcast informou que a Cosan optou por não realizar esse aporte. Essa decisão foi resultado de um impasse na divisão da área de renováveis, levando a holding de Rubens Ometto a não disponibilizar os R$ 1 bilhão que seriam investidos pelo novo sócio, o BTG Pactual, na companhia.
Dívida da Raízen
É importante destacar que a dívida líquida da Raízen cresceu para R$ 55,3 bilhões ao final de dezembro. Esse aumento ocorreu em razão de uma combinação de investimentos substanciais, condições climáticas desfavoráveis e incêndios florestais, que resultaram em colheitas menos produtivas e volumes de moagem reduzidos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

