Raízen (RAIZ4) em queda: 28º dia consecutivo abaixo de R$ 1 antes do relatório do 2T26

Desempenho das Ações da Raízen

A Raízen (RAIZ4) registrou nesta quarta-feira (12) seu 28º dia consecutivo de negociações com o valor abaixo de R$ 1 por ação na B3. Ao longo deste ano, as ações da empresa tiveram uma queda acumulada de 57,28%, enquanto desde a sua oferta pública inicial (IPO) as perdas chegam a 87,32%.

De acordo com as diretrizes da B3, uma ação é classificada como penny stock quando permanece cotada abaixo de R$ 1 por pelo menos 30 pregões consecutivos. Essa situação pode acarretar sanções para a empresa, incluindo a possibilidade de ser retirada de índices, como o Ibovespa.

Na próxima sexta-feira (12), a Raízen deve revelar seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre da safra 2025/2026, o que coincidirá com a conclusão de 30 pregões seguidos abaixo de R$ 1 por ação.

Para evitar as penalizações associadas a essa classificação, empresas em tais circunstâncias podem optar por realizar um agrupamento de ações, um processo que consiste em unir múltiplas ações com o intuito de aumentar o seu preço unitário e, assim, tirá-las da faixa de valores centavos.

Expectativas Financeiras da Raízen

A XP Investimentos projetou um prejuízo de R$ 427 milhões e uma receita líquida de R$ 59 bilhões para a Raízen no segundo trimestre de 2026 (2T26), quantidade que está abaixo dos R$ 63 bilhões previstos pelo consenso do mercado. Os analistas atualmente recomendam a compra das ações, estabelecendo um preço-alvo de R$ 2,40.

Vendas e Dívida da Raízen

Até agora, a Raízen já comercializou 14,3 milhões de toneladas de sua capacidade de moagem, alcançando um total de R$ 4,1 bilhões em vendas, um desempenho que supera consideravelmente a expectativa inicial de cerca de 7 milhões de toneladas.

No primeiro trimestre da safra 2025/2026 (1T26), a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado da Raízen foi de 4,5x, um aumento significativo em comparação aos 2,3x registrados no primeiro trimestre da safra 24/25 (1T25). Além disso, a dívida líquida da empresa alcançou R$ 49,21 bilhões, refletindo um aumento de 55,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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