Raízen Está Próxima de Vender Operações na Argentina
A Raízen (RAIZ4) está se aproximando de um acordo para a venda de suas operações na Argentina por um total de R$ 7 bilhões. A negociação está sendo conduzida por um consórcio que é liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group, conforme informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico.
Detalhes do Acordo
De acordo com a reportagem, a assinatura do contrato pode ocorrer nos próximos dias e a finalização da transação deve ser realizada em até três meses. Esta operação é considerada de importância estratégica para a Raízen, especialmente em um momento em que a companhia está passando por um processo de reestruturação financeira.
Ativos Envolvidos
Os ativos que estão sendo vendidos pela Raízen na Argentina incluem uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes e uma rede de postos de combustíveis que operam sob a marca Shell. A aquisição desse conjunto de ativos foi realizada pela empresa em 2018, com um investimento de US$ 950 milhões.
Histórico do Processo de Venda
O processo de alienação começou há cerca de um ano e meio e atraiu o interesse de grandes grupos internacionais, incluindo empresas como Trafigura, Vitol e Saudi Aramco. Além disso, informações obtidas pelo Valor indicam que o empresário argentino José Luis Manzano também faz parte do consórcio comprador, atuando ao lado da Mercuria.
Desinvestimentos da Raízen
A venda das operações na Argentina representa o principal desinvestimento da Raízen até o momento. Desde o início de 2025, a companhia já liquidou aproximadamente R$ 5 bilhões em ativos, incluindo participações em usinas sucroenergéticas e projetos de geração distribuída.
Situação Financeira
Em março, a Raízen apresentava uma dívida líquida equivalente a 5,3 vezes o Ebitda. Atualmente, a empresa está envolvida em uma reestruturação que envolve cerca de R$ 65 bilhões em passivos, sendo abordada por meio de um plano de recuperação extrajudicial.
Proposta aos Credores
A proposta que foi apresentada aos credores inclui um aporte mínimo de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além de uma possível contribuição de R$ 500 milhões de um veículo ligado à Aguassanta, que é a family office de Rubens Ometto, controlador da Cosan. O plano ainda contempla a conversão de 45% da dívida em ações e o alongamento dos vencimentos de 55% do montante restante.
Assessoria Financeira
O BTG Pactual está atuando como assessor financeiro da Raízen durante as negociações, enquanto o UBS representa a Mercuria no processo. A companhia foi procurada pelo Valor para comentar a situação, mas informou que não fará comentários a respeito.
Fonte: www.moneytimes.com.br