Raízen (RAIZ4) registra prejuízo líquido de R$7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26

Raízen apresenta prejuízo significativo no quarto trimestre da safra 2025/26

A Raízen (RAIZ4) registrou um prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra de 2025/26. Este resultado é uma piora em relação ao prejuízo de R$ 2,5 bilhões apresentado no mesmo período da safra anterior, conforme é detalhado em um relatório financeiro divulgado nesta segunda-feira.

Desempenho financeiro

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado para o quarto trimestre da safra 2025/26 alcançou R$ 2,8 bilhões. Esse valor representa um aumento de 46% em comparação com o mesmo período do ciclo anterior. Em contrapartida, a receita líquida foi de R$ 51,3 bilhões, valor que demonstra uma redução de 11,1% em relação ao período anterior.

Dívida da empresa

A dívida líquida da Raízen no quarto trimestre da safra 2025/26 totalizou R$ 58,2 bilhões, um aumento de 69,9% em relação ao montante registrado anteriormente. Apesar dos resultados negativos no balanço, a empresa destacou que o trimestre foi marcado por importantes progressos em seu plano de transformação.

Avanços no plano de transformação

A companhia informou que conseguiu reduzir cerca de R$ 1 bilhão em custos e despesas ao longo da safra, assim como teve uma diminuição de R$ 3,3 bilhões em relação aos investimentos (capex) em comparação ao ciclo anterior. A Raízen também enfatizou o avanço no processo de recuperação extrajudicial. Após obter a anuência de mais de 80% dos credores, a empresa protocolou um plano de reestruturação de suas dívidas, que inclui um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, a conversão de parte dos créditos em ações e o refinanciamento do saldo remanescente da dívida.

Desempenho operacional

No que diz respeito ao desempenho operacional, o segmento de distribuição de combustíveis no Brasil foi um dos principais impulsionadores dos resultados. O Ebitda ajustado desse segmento subiu 60,4%, alcançando R$ 1,7 bilhão, beneficiado por um aumento nas volumes comercializados e ganhos de eficiência. Entretanto, as operações relacionadas ao etanol, açúcar e bioenergia continuaram enfrentando dificuldades, principalmente devido aos impactos climáticos sobre a produção agrícola e à menor moagem de cana durante a safra.

Com Reuters

Fonte: www.moneytimes.com.br

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