Recomendação de Investimento: Itaú BBA como Opção Atrativa entre os Bancos

Recomendação de Investimento: Itaú BBA como Opção Atrativa entre os Bancos

by Ricardo Almeida
0 comentários

Resultados dos Bancos no Terceiro Trimestre

Os bancos finalizaram a temporada de resultados do terceiro trimestre, um momento oportuno para que os analistas revisitem suas preferências e expectativas em relação ao setor.

Recomendações do Itaú BBA

Esse foi o caso do Itaú BBA, que reiterou sua preferência pelas ações do Nubank (NU) e do Bradesco (BBDC4), enquanto rebaixou a recomendação para o Santander (SANB11), passando de “compra” para “neutro”. Já o Banco do Brasil (BBAS3) continua com uma classificação neutra.

As Escolhas do Itaú BBA

No portfólio do Itaú BBA, o Bradesco é uma das principais escolhas. Os analistas afirmam que o ambiente micro e macroeconômico robusto sustenta o crescimento das receitas e dos lucros, além de apresentar um valuation atrativo.

Na semana passada, o Itaú BBA já havia aumentado o preço-alvo das ações do Bradesco para R$ 22, indicando um potencial de valorização de 17% até 2026, reafirmando a posição do Bradesco como o banco preferido na bolsa.

“Resultados recentes indicam que a capacidade de geração de receita de crédito do Bradesco foi recuperada por meio de um crescimento da carteira, gestão dos spreads e serviços”, dizem os analistas.

Outro aspecto positivo é que o segmento de seguros tem mostrado melhorias estruturais, principalmente na área de saúde, enquanto os custos permanecem sob controle.

“Esses fatores microeconômicos mais eficientes coincidem com condições macroeconômicas favoráveis, resultando em crescimento acelerado nos lucros e aumento do ROE (retorno sobre o patrimônio líquido)”, acrescentam.

Para 2026, o Itaú projeta um crescimento de 7% anualmente na carteira de crédito e um aumento de 19% nos lucros, com o ROE atingindo 16,6%.

“Esse é um ‘beta bancário mais seguro’ em um cenário de reavaliação do Brasil, alinhado com temas macroeconômicos favoráveis.”

Desempenho do Nubank

O Nubank mantém a recomendação de compra do Itaú BBA. As ações do Nubank apresentam alta de 46% no ano, impulsionadas por resultados positivos e expansão internacional.

“Mantemos uma visão otimista quanto às ações do Nubank, em razão do seu rápido crescimento no curto prazo, das avaliações razoáveis e das perspectivas de longo prazo, sustentadas por uma estrutura de custos ‘disruptiva’”, afirmam os analistas.

O Itaú também projeta que as operações centrais no Brasil se beneficiarão do aumento nos limites de cartões de crédito e de ofertas de valor aprimoradas no segundo trimestre, além de condições macroeconômicas favoráveis para crédito pessoal.

Outro vetor de crescimento é o México, que começa a apresentar resultados promissores em crédito, após a construção de uma base sólida de clientes, dados e depósitos.

Entretanto, o Itaú ressalta que os lucros ainda não devem ser tão significativos quanto os KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho), uma vez que o Nubank ainda está em fase de investimento.

Banco do Brasil com Desempenho Limitado

Em face de resultados insatisfatórios, o Itaú BBA mantém a recomendação neutra para o Banco do Brasil. Segundo os analistas, o fraco desempenho dos lucros compensa o efeito de um valuation baixo.

“A carteira agrícola tem sido a principal surpresa negativa para os resultados deste ano, e não esperamos uma melhora no curto prazo”, afirmam.

Além disso, as margens dos produtores não se recuperaram e o custo do crédito aumentou.

Adicionalmente, os analistas têm notado uma pressão crescente dos NPLs (empréstimos não pagos) nas carteiras renegociadas de pequenas e médias empresas e no varejo, que representam problemas de qualidade de ativos que normalmente não são resolvidos rapidamente.

“Projeções apontam um crescimento modesto de 6% ano a ano na carteira de crédito e um aumento de 21% nos lucros em 2026, resultando em um ROE de 11%.”

Desempenho do Santander

Outra instituição que teve sua recomendação reavaliada pelo Itaú BBA foi o Santander, que foi rebaixado de compra para neutra.

Os analistas informam que a combinação de estimativas de lucros reduzidas e múltiplos já considerados justos “nos leva a rebaixar a ação, com um preço-alvo de R$ 32 por ação para o final de 2026”.

No acumulado do ano, as ações do Santander mostraram uma alta de 38%, sendo negociadas a R$ 33.

“Com uma nova abordagem comercial e de segmentação, o ano passado já demonstrou ganhos de participação em nichos selecionados, como cartões de crédito, veículos e pequenas e médias empresas”, observam.

Apesar disso, o foco em maximizar retornos impactou negativamente a expansão da carteira e das receitas, que têm permanecido fracas nos últimos anos, incluindo as projeções para 2026.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy