AMINA Bank AG Obtém Aprovação em Hong Kong
Hong Kong está atraindo o interesse de instituições financeiras globais, com a mais recente novidade sendo a aprovação do banco suíço AMINA Bank AG para expandir seus serviços na cidade.
Licença para Criptomoedas
A AMINA recebeu uma licença do Tipo 1 da Comissão de Valores Mobiliários e Futuros, tornando-se o primeiro banco internacional autorizado a oferecer negociação e custódia de criptomoedas reguladas para clientes institucionais em Hong Kong. Esta aprovação fortalece a posição da cidade como um centro regional para ativos digitais e demonstra a crescente demanda por serviços bancários de criptomoedas entre traders profissionais.
A AMINA planeja utilizar essa aprovação para fornecer um caminho regulamentado para usuários institucionais em meio a uma busca por proteções mais robustas e regras claras. Os padrões de conformidade de Hong Kong muitas vezes limitaram o número de instituições estrangeiras capazes de oferecer esses serviços, criando um vazio no mercado para empresas com estruturas bancárias estabelecidas. A entrada da AMINA busca preencher essa lacuna, proporcionando aos clientes uma plataforma regulamentada respaldada por infraestrutura financeira tradicional.
Expansão da AMINA em um Mercado em Crescimento
A licença concedida permite que a subsidiária da AMINA em Hong Kong ofereça negociação e custódia para 13 criptomoedas, incluindo Bitcoin, Ether, USDC e Tether, além de vários tokens líderes de finanças descentralizadas amplamente utilizados em exchanges globais. A aprovação cria novas oportunidades para clientes institucionais que buscam um ambiente regulamentado com acesso a uma lista selecionada de ativos digitais importantes.
Aumento do Volume de Negócios
A AMINA também reportou um aumento significativo em sua atividade de mercado. O banco registrou um crescimento de 233% nos volumes de negociação nas exchanges de criptomoedas de Hong Kong no primeiro semestre de 2025. Este incremento indica um maior engajamento tanto de segmentos institucionais quanto de varejo, que estão se tornando mais ativos à medida que o ambiente regulatório de Hong Kong evolui.
A AMINA espera que a nova aprovação suporte uma gama mais ampla de produtos e planeja expandir para gestão de fundos privados, produtos estruturados em criptomoedas, derivativos e ativos do mundo real tokenizados. Essas adições posicionariam a AMINA entre as empresas que oferecem aos clientes institucionais uma exposição diversificada a diferentes tipos de ativos digitais.
Concorrência Local e Global
Embora a AMINA seja o primeiro banco internacional a receber essa licença específica, a instituição entra em um mercado competitivo. Hong Kong já abriga empresas locais regulamentadas, como Tiger Brokers e HashKey, que atendem a clientes institucionais e de varejo sob permissões anteriores. A aprovação da AMINA sinaliza que o mercado está aberto a mais instituições estrangeiras, o que pode alterar a dinâmica competitiva tanto para provedores globais quanto locais.
As autoridades de Hong Kong afirmaram várias vezes que atrair empresas globais é central para a estratégia de ativos digitais da cidade. A chegada da AMINA pode incentivar mais bancos e corretoras internacionais a considerar aplicações semelhantes ao avaliarem oportunidades nos mercados regulados de criptomoedas da Ásia.
Mudanças de Políticas no Framework Cripto de Hong Kong
A aprovação da AMINA ocorre em um período de rápido desenvolvimento de políticas na cidade. Hong Kong introduziu novas regras para stablecoins em agosto, estabelecendo um caminho de licenciamento formal para emissores. Após isso, grandes bancos regionais, como HSBC e ICBC, indicaram que estavam avaliando solicitações de licenciamento como parte de seus planos para ativos digitais.
Além disso, a cidade aprovou seu primeiro fundo de investimento em Solana no final de outubro, colocando Hong Kong à frente dos Estados Unidos ao permitir um ETF de Solana regulamentado, adicionando mais um produto à sua crescente lista de opções de investimento ligadas a criptomoedas.
Em agosto, Hong Kong também endureceu as regras sobre a autocustódia de ativos digitais, com foco em melhorar a proteção cibernética e reduzir os riscos associados à gestão individual de chaves. Essa decisão foi apresentada como uma medida de segurança, em vez de uma restrição ao acesso dos usuários.
A combinação de novas regras e um crescente interesse institucional criou um ambiente que, atualmente, está atraindo mais empresas globais. O progresso regulatório da AMINA contribui para a estratégia de Hong Kong de equilibrar uma forte conformidade com a expansão do mercado.
Fonte: coinjournal.net


