Rendimento Médio Mensal em 2025
O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, cifra que representa o maior valor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, que teve início em 2012. Os dados foram provenientes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Rendimento Domiciliar Per Capita
O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil também atingiu um recorde em 2025, chegando a R$ 2.264. Esse valor representa uma alta de 6,9% em relação ao ano anterior, 2024. Apesar do crescimento geral, as informações sobre desigualdade indicam que houve uma ligeira alta em 2025, com a desigualdade aumentando um pouco, após ter registrado o menor nível da história em 2024. Estímulos como um mercado de trabalho aquecido e juros elevados, que proporcionam maior retorno sobre aplicações financeiras, resultaram em ganhos mais significativos para os brasileiros mais ricos em comparação com os demais estratos da população.
Crescimento Diferencial por Faixa de Renda
O analista Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pela pesquisa do IBGE, explicou que a parcela mais rica da população apresentou um crescimento superior ao da média populacional, embora todos os estratos tivessem visto aumento na renda. Segundo ele, "a população de maior renda teve crescimento acima da média populacional, apesar de a renda ter crescido para todos os estratos. Não houve piora da renda."
Adicionalmente, a renda média real domiciliar per capita dos 10% mais pobres do país aumentou 3,1% em 2025 em comparação a 2024, quando a inflação já foi considerada. Apesar dessa melhora, o valor final aponta que esses indivíduos pagam, em média, apenas R$ 268 mensais, ou seja, aproximadamente R$ 8,93 por dia.
Rendimento dos Mais Ricos
No extremo oposto, os 10% mais ricos da população tiveram um ganho significativo de 8,7%, totalizando R$ 9.117 mensais por membro do grupo familiar. A renda per capita da fatia mais alta, correspondente a 1% da população brasileira, atingiu R$ 24.973 em 2025, apresentando um aumento de 9,9% em relação ao ano anterior.
Fontes ressalta que a parte mais pobre da população continua sendo alvo prioritário de benefícios sociais, que, no entanto, não registraram reajustes significativos no último ano. O aumento proporcional na renda dos mais ricos pode ser atribuído à elevação nos salários de trabalhadores mais qualificados em um mercado de trabalho dinâmico, bem como ao crescimento dos juros, que impactam positivamente as aplicações financeiras e a renda originada de aluguéis.
Fatores que Influenciam a Renda
"Fatores como o mercado de trabalho, o rendimento proveniente de outras fontes, como aplicações financeiras e aumento no rendimento de aluguéis, que cresceram consideravelmente desde 2024, podem justificar o maior ganho entre os mais ricos", destacou Fontes.
Ele comenta que o cenário de juros altos e a maior rentabilidade de algumas modalidades de investimento contribuem para o aumento da renda dessas famílias com maior poder aquisitivo.
Panorama Histórico de Renda
Ao observar um período maior, conforme enfatizado pelo pesquisador, a evolução da renda apresenta aspectos positivos. Comparando-se ao período anterior à pandemia, verificou-se um aumento no rendimento domiciliar per capita em todas as faixas de renda, sendo que o crescimento foi especialmente acentuado entre os mais pobres.
Os dados mostram que o rendimento médio subiu 78,7% entre os 10% mais vulneráveis em 2025, em comparação a 2019, enquanto os 10% mais ricos tiveram um aumento bem menor, de apenas 11,9%. Na média geral da população, o crescimento da renda ficou em 18,9%. “Em relação a 2019, as classes mais baixas tiveram um aumento mais significativo na renda, enquanto as classes mais altas tiveram um crescimento inferior", comentou Fontes. Esse fenômeno pode ser atribuído a reajustes no salário mínimo e a programas sociais implementados pelo governo.
Desigualdade de Renda
O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda entre a população e varia de 0 a 1 (sendo que valores mais próximos de 1 denotam maior concentração de riqueza), mostrou uma leve elevação. O índice subiu de 0,504 em 2024, seu mínimo histórico, para 0,511 em 2025. Contudo, esse número continua abaixo do que foi registrado em 2019, que foi de 0,543.
Fontes observa que essa leve elevação, embora evidenciada, não demonstra uma tendência clara de aumento. "Em 2025, observou-se uma leve oscilação para cima, mas este valor ainda permanece abaixo dos níveis anteriores a 2024 e próximo à mínima histórica", avaliou.
A concentração de renda no Brasil é notável. Os 10% da população com os maiores rendimentos receberam, em média, 13,8 vezes mais em comparação com os 40% que possuem os rendimentos mais baixos em 2025. Os dez por cento mais ricos da população concentraram 40,3% da totalidade dos rendimentos domiciliares, superando a soma de 32,8% obtida pelos 70% mais pobres.
Por fim, em 2025, a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita chegou ao montante recorde de R$ 481,389 bilhões, refletindo um crescimento de 7,3% em comparação ao ano de 2024.
Com informações da Agência Estado.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


