Resultados da Boeing (BA) no 3º Trimestre de 2025

Resultados da Boeing (BA) no 3º Trimestre de 2025

by Patrícia Moreira
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Entrega de Aeronaves e Desempenho Financeiro da Boeing

A Boeing anunciou na quarta-feira que suas entregas de aeronaves a levaram de volta ao território de fluxo de caixa positivo pela primeira vez em quase dois anos. Entretanto, a empresa divulgou um encargo de US$ 4,9 bilhões devido a atrasos adicionais em seu aguardado avião de fuselagem larga, o 777X.

Entregas e Desafios Recentes

A Boeing está a caminho de realizar a maior quantidade de entregas de aeronaves em 2024 desde 2018, antes de dois acidentes que resultaram na paralisação do seu jato mais vendido, da pandemia de Covid-19 que afetou as cadeias de suprimentos e uma série de crises de fabricação que causaram anos de prejuízos ao maior exportador dos Estados Unidos.

O CEO Kelly Ortberg, um veterano da indústria aeroespacial que saiu da aposentadoria para liderar a Boeing em agosto de 2024, tem se esforçado para estabilizar a vasta cadeia de suprimentos da fabricante e suas linhas de produção que geram receita.

O 777X, uma versão atualizada do modelo 777, realizou seu primeiro voo há quase seis anos, mas ainda não obteve aprovação regulatória. A Boeing agora espera que a primeira entrega ocorra em 2027, o que levou ao agravamento do encargo não monetário.

Declarações do CEO e Resultados Financeiros

"Embora ainda haja mais trabalho a ser feito para avançar em nossos programas de desenvolvimento, principalmente nos programas de desenvolvimento e certificação comercial, estamos observando sinais positivos em todos os aspectos de nossos negócios, e estou orgulhoso de como estamos nos unindo para reverter a situação da nossa empresa", disse Ortberg em uma nota enviada aos funcionários.

Mesmo assim, a Boeing gerou um fluxo de caixa livre de US$ 238 milhões, marcando seu primeiro resultado positivo nesse indicador desde o final de 2023. A empresa registrou uma perda de US$ 4,78 bilhões, ou US$ 7,14 por ação, nos três meses encerrados em 30 de setembro. Esse resultado foi melhor do que uma perda de US$ 5,76 bilhões um ano antes. Em uma análise ajustada, a perda ficou em US$ 7,47 por ação. A receita no terceiro trimestre aumentou 30%, atingindo US$ 23,27 bilhões, em comparação aos US$ 17,84 bilhões do ano anterior, superando as estimativas dos analistas.

No ano passado, os mecânicos da Boeing estavam em greve devido a um impasse contratual que paralisou a produção na maioria das fábricas de aviões comerciais da empresa.

Comparação de Desempenho com Estimativas

Aqui estão os resultados da Boeing para o terceiro trimestre em comparação com as estimativas dos analistas compiladas pela LSEG:

  • Perda por ação: US$ 7,47 por ação ajustado, em comparação com uma perda de US$ 4,59 esperada.
  • Receita: US$ 23,27 bilhões, superando as expectativas de US$ 21,97 bilhões.

Clientes das companhias aéreas afirmaram perceber uma melhoria na Boeing, com projeções de entrega mais precisas, o que contrasta com as reclamações dos anos anteriores.

Nos primeiros nove meses do ano, a Boeing entregou 440 aeronaves, um aumento em relação às 291 entregues no mesmo período do ano anterior. As companhias aéreas e outros clientes costumam pagar pela maioria das aeronaves no momento da entrega, portanto, aumentar o ritmo de entregas é essencial para que a Boeing consiga conter o fluxo de caixa negativo que totalizou cerca de US$ 17 bilhões desde o começo de 2024 até junho deste ano.

Desafios e Progresso

O ano passado deveria ser um ponto de virada para a Boeing, mas um estouro de painel de porta durante um voo em janeiro de 2024 resultou em uma quase catástrofe e aumentou o escrutínio federal, atrasando a produção.

No entanto, a Boeing fez progressos. No início deste mês, a Administração Federal de Aviação (FAA) levantou um limite de produção para o modelo 737 Max, permitindo a fabricação de 42 unidades por mês, em comparação com as 38 anteriormente permitidas. A FAA também agora está permitindo que a Boeing realize as aprovações finais em alguns de seus aviões, indicando um aumento da confiança do regulador.

A receita da unidade comercial da Boeing subiu 49% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 11,09 bilhões, embora ainda apresentasse margens operacionais negativas. A unidade de defesa obteve US$ 6,9 bilhões, um aumento de 25% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, com uma margem operacional de 1,7%. Já o setor de serviços globais, que é lucrativo, gerou quase US$ 5,4 bilhões, representando um crescimento de 10%.

A companhia, no entanto, ainda enfrenta desafios significativos. Os modelos Max 7 e Max 10, assim como o 777X, estão anos atrasados em relação ao cronograma inicial. Além disso, aproximadamente 3.200 trabalhadores de sua unidade de defesa, que fabricam jatos de combate F-15 e sistemas de mísseis, estão em greve desde o verão, uma vez que as duas partes ainda não chegaram a um novo contrato.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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