Resultados Financeiros da Disney no Segundo Trimestre
Na quarta-feira, a Disney divulgou seu relatório financeiro do segundo trimestre, apresentando receitas que superaram as expectativas dos analistas, impulsionadas sobretudo pelas unidades de streaming e parques temáticos. As ações da companhia subiram aproximadamente 5% nas negociações pré-mercado.
Desempenho dos Parques e Experiências
O segmento de experiências da empresa, que abrange parques temáticos e cruzeiros da Disney, registrou uma receita próxima a US$ 9,5 bilhões, representando um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Embora a participação global de visitantes tenha crescido 2%, a visitação nos parques domésticos apresentou uma queda de 1% em comparação ao ano anterior. A Disney observou que a visitação internacional nos parques domésticos permaneceu abaixo do esperado, uma tendência que se manteve em relação ao trimestre anterior.
Apesar das tendências macroeconômicas e incertezas enfrentadas pelos consumidores, incluindo as implicações dos ataques da Israel aos EUA em fevereiro, que contribuíram para a alta nos preços do petróleo, a empresa afirmou que a demanda em seus parques domésticos continuou robusta. Além disso, a Disney reportou um aumento no gasto dos visitantes durante o trimestre.
Hugh Johnston, CFO da Disney, comunicou à CNBC que "continuamos a observar um consumidor forte. Embora haja algumas preocupações em torno das variáveis macroeconômicas e, em especial, do preço do combustível, não encontramos evidência de qualquer impacto". Ele complementou que as reservas para a segunda metade do ano "são bastante fortes".
Desempenho Financeiro
Aqui está um resumo do desempenho da Disney no seu segundo trimestre fiscal, que encerrou em 28 de março, em comparação com as expectativas de Wall Street, conforme dados da LSEG:
- Lucros por ação: US$ 1,57 ajustados
- Receita: US$ 25,17 bilhões, em comparação a US$ 24,78 bilhões esperados
A receita total da companhia para o segundo trimestre fiscal aumentou para US$ 25,17 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido do trimestre foi de US$ 2,47 bilhões, ou US$ 1,27 por ação, uma queda em relação a US$ 3,4 bilhões, ou US$ 1,81 por ação, no mesmo período do ano anterior.
Ajustes e Previsões
Considerando itens únicos, incluindo a aquisição da NFL Network e outros ativos de mídia pela ESPN, a Disney reportou um lucro de US$ 1,57 por ação. Não foi imediatamente claro se esse EPS reportado era comparável às expectativas de Wall Street, que previam US$ 1,49, de acordo com a LSEG.
A Disney também forneceu detalhes adicionais sobre suas previsões para o ano fiscal de 2026, que incluem um crescimento de cerca de 12% nos lucros ajustados ao longo do ano. Além disso, a empresa visa realizar pelo menos US$ 8 bilhões em recompra de ações para o ano fiscal, um aumento em relação aos US$ 7 bilhões anteriormente anunciados. A expectativa também é que a receita total do terceiro trimestre atinja aproximadamente US$ 5,3 bilhões.
Para o ano fiscal de 2027, a Disney projeta um crescimento de dois dígitos nos lucros ajustados. Este relatório representa a primeira divulgação de resultados desde que Josh D’Amaro assumiu o cargo de CEO em março. Sob a nova liderança, após a saída de Bob Iger, que ocupou o posto durante cerca de 20 anos em dois mandatos, a Disney já passou por uma rodada de demissões e enfrentou pressões políticas crescentes envolvendo seu apresentador de TV Noturno, Jimmy Kimmel.
Estratégia Futura
Na quarta-feira, D’Amaro delineou seus planos estratégicos para crescimento futuro e oportunidades, com foco principal no investimento em propriedade intelectual e na melhoria das tecnologias relacionadas às narrativas da companhia. Esses elementos foram destacados como motores de impulsão para os negócios de parques temáticos e streaming, em particular.
Segmento de Entretenimento
O segmento de entretenimento da Disney, que inclui TV tradicional, streaming e lançamentos teatrais, registrou um aumento de 10% na receita, alcançando US$ 11,72 bilhões em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita de entretenimento recebeu um impulso de 4% devido ao fechamento do contrato com a Fubo, conforme informado pela Disney.
As taxas de assinatura e de afiliados aumentaram 14%, alcançando US$ 7,8 bilhões, impulsionadas pelos recentes aumentos de preços no streaming. A receita publicitária também cresceu 5%, em parte devido a um aumento na visibilidade relacionada ao streaming.
Os resultados da bilheteira, com sucessos recentes como "Avatar: Fire and Ash" e "Zootopia 2", também contribuíram para o aumento na receita do segmento. No entanto, no último trimestre, a Disney suspendeu a divulgação de alguns detalhes sobre o segmento de entretenimento, incluindo a divisão da receita e a renda operacional de suas redes de TV linear. A empresa também deixou de relatar números trimestrais de assinantes de streaming.
A contínua queda na TV linear, devido à mudança dos consumidores para o streaming, tem impactado a Disney e seus concorrentes em trimestres anteriores. No que tange ao segmento esportivo da Disney, a ESPN reportou um crescimento de 2% na receita, totalizando US$ 4,61 bilhões no trimestre. Esse aumento foi associado a taxas de assinatura e de afiliados elevadas, bem como ao contrato mediático da NFL.
Contudo, a empresa observou um aumento nos custos em comparação ao trimestre do ano anterior para o segmento esportivo, em razão do aumento das taxas contratuais e das despesas com novos direitos esportivos. Embora os esportes ao vivo atraiam as maiores audiências, os custos para transmitir eventos esportivos aumentaram significativamente.
A aplicação de streaming Direto ao Consumidor da ESPN, lançada em agosto, representou um destaque no último trimestre. A receita gerada por seus assinantes digitais durante este período mais que compensou as quedas observadas no ecossistema de TV tradicional.
Fonte: www.cnbc.com