Resumo Semanal: Inflação nos EUA Cai e Japão Aumenta Juros em um Período de Decisões Mundiais

Resumo Semanal: Inflação nos EUA Cai e Japão Aumenta Juros em um Período de Decisões Mundiais

by Ricardo Almeida
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Indicadores Econômicos da Semana de 15 a 19 de Dezembro de 2025

A semana entre os dias 15 e 19 de dezembro de 2025 foi marcada por uma série significativa de indicadores econômicos que apresentaram alívio inflacionário nas economias ocidentais, ao mesmo tempo em que levantaram preocupações sobre o comportamento do consumo na Ásia. Nos Estados Unidos, o mercado celebrou a divulgação de dados de preços ao consumidor que ficaram abaixo das expectativas. Em contrapartida, o Brasil observou uma paralisação em sua atividade econômica, como previsto nas projeções. Na Europa, o Banco da Inglaterra (BoE) confirmou as expectativas de flexibilização monetária, em contraste com a postura mais restritiva adotada pelo Banco do Japão (BoJ), que decidiu aumentar o custo do dinheiro, alterando o fluxo global de capitais e impactando diretamente as taxas de câmbio e os mercados de títulos públicos.

Dados Econômicos dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o destaque foi, sem dúvida, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que registrou uma variação anual de 2,7%, significativamente inferior à projeção de 3,1% e ao resultado anterior de 3,0%. O núcleo da inflação, considerado uma medida mais robusta, também apresentou uma desaceleração, atingindo 2,6%, ultrapassando as expectativas que eram de 3,0%. Esse desaquecimento nos preços foi acompanhado por um mercado de trabalho que, embora resiliente, apresenta sinais de acomodação. O Payroll do mês de novembro, por exemplo, foi de 64 mil vagas, superando as 50 mil vagas esperadas. No entanto, o Sentimento do Consumidor de Michigan fechou em 52,9 pontos, levemente abaixo dos 53,5 previstos, indicando uma percepção mais cautelosa por parte das famílias norte-americanas.

Este impacto nos dados gerou uma reação imediata no mercado norte-americano. No segmento de títulos públicos (Treasuries), os rendimentos (yields) de longo prazo recuaram, refletindo a expectativa de que o Federal Reserve poderá ter mais liberdade para implementar cortes de juros em 2026. No câmbio, o dólar apresentou volatilidade com viés de queda em relação a outras moedas fortes, e a bolsa de valores, incluindo NYSE e NASDAQ, reagiu positivamente à perspectiva de redução nos juros, impulsionando os ativos de tecnologia e de crescimento, apesar de uma leve insatisfação com os dados de confiança do consumidor.

Contexto Econômico no Brasil

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente ao mês de outubro foi divulgado em consonância com as previsões, apresentando uma queda de 0,20%, o mesmo resultado do mês anterior. No que se refere à inflação, o IGP-10 de dezembro trouxe uma surpresa positiva, ao registrar estabilidade (0,0%), que ficou abaixo da expectativa de 0,2%. Adicionalmente, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) em novembro também surpreendeu ao alcançar 9,82 bilhões de dólares, superando amplamente a projeção de 6,80 bilhões de dólares, o que evidencia a continuidade do apetite por ativos reais no país, mesmo com a taxa Selic em níveis elevados.

Para o mercado financeiro brasileiro, o IBC-Br reafirmou o ritmo de desaceleração econômica, que, associado à deflação apresentada no IGP-10, resultou no fechamento da curva de juros futuros (DI). O forte fluxo de investimento estrangeiro direto atuou como um suporte para o Real, suavizando as pressões externas ao câmbio. Na bolsa de valores (BOV:IBOV), o cenário foi de cautela, com os investidores absorvendo a Ata do Copom, que enfatizou a importância de manter vigilância no monitoramento da economia, enquanto setores sensíveis a juros conseguiram algum alívio em face dos dados de inflação por atacado que foram mais favoráveis.

Desempenho Econômico na Europa

Na Europa, a atenção se voltou especialmente para as ações do Reino Unido e da Alemanha. O Banco da Inglaterra decidiu reduzir a taxa de juros de 4,00% para 3,75%, em uma decisão que acompanhou a queda da inflação anual (IPC) para 3,2%, valor inferior aos 3,5% esperados. Em contrapartida, na Alemanha, o Índice Ifo de Clima de Negócios não atendeu às expectativas, marcando 87,6 pontos em comparação com os 88,2 esperados, evidenciando que a maior economia da Zona Euro ainda enfrenta dificuldades estruturais de crescimento. Os PMIs industriais da França e da Alemanha revelaram uma divergência notável, com a indústria alemã ainda operando em um cenário de contração, com um índice de 47,7.

A redução da taxa de juros no Reino Unido inicialmente pressionou a Libra Esterlina, mas o alinhamento com a queda da inflação trouxe estabilidade aos títulos públicos britânicos (Gilts). Na Zona Euro, a fragilidade da economia alemã manteve os yields dos títulos de 10 anos (Bunds) em níveis baixos, e o mercado acionário europeu apresentou um desempenho misto; as ações de exportação se beneficiaram de um Euro levemente mais fraco, enquanto o setor industrial refletiu a pessimista leitura do Índice Ifo.

Desenvolvimentos na Ásia

Na Ásia, o Japão destacou-se como principal protagonista, pois o Banco do Japão (BoJ) decidiu aumentar a taxa de juros de 0,50% para 0,75%, confirmando as expectativas de uma normalização monetária. O Índice Tankan para grandes fabricantes se manteve sólido, marcando 15 pontos, superando a projeção anterior de 14. Por outro lado, na China, os dados de Vendas no Varejo de novembro foram uma grande decepção, apresentando um crescimento de apenas 1,3% em comparação com uma expectativa de 3,0%, indicando que o consumo interno chinês permanece fraco, mesmo com os estímulos governamentais.

A elevação dos juros no Japão fortaleceu o Iene e provocou ajustes no “carry trade” global, afetando moedas de países emergentes e elevando os custos de financiamento em ativos denominados na moeda japonesa. Além disso, o fraco desempenho do varejo chinês pressionou as commodities metálicas e as ações de mineradoras em âmbito global, uma vez que a China é o principal motor de demanda por matérias-primas. As bolsas asiáticas encerraram a semana sob pressão, refletindo tanto o aperto monetário no Japão quanto a incerteza sobre o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Dados Adicionais dos Estados Unidos

Ao final da semana, os dados dos Estados Unidos referentes às Vendas de Casas Usadas em novembro totalizaram 4,13 milhões, um número que ficou ligeiramente abaixo da expectativa de 4,15 milhões, o que reforça o cenário de um setor imobiliário ainda pressionado pelos custos das hipotecas. No entanto, as Expectativas de Inflação projetadas para cinco anos, segundo Michigan, caíram para 3,2%, indicando uma consolidação da visão de que as expectativas de longo prazo estão se ancorando, fator que se mostra crucial para a estabilidade dos mercados de capitais globais no início de 2026.

As informações acima foram geradas pela ferramenta AI – – Intelligence, que se destaca como fornecedora de análise financeira e pesquisa impulsionada por Inteligência Artificial disponível no mercado. Para mais informações, é recomendado acompanhar em tempo real a divulgação dos principais indicadores e eventos econômicos através do Calendário Econômico -.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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