Programa de Recompra da Pague Menos
A Pague Menos (PGMN3), uma empresa de menor capitalização na bolsa de valores, comunicou ao mercado a implementação de um novo programa de recompra de até 7 milhões de ações. Essa decisão foi ratificada pelo conselho de administração e foi divulgada em um fato relevante na noite de terça-feira, dia 16.
A adoção de um programa de recompra pode ter diversas justificativas. Entre elas, destaca-se a percepção da empresa de que suas ações estão subvalorizadas, a possibilidade de distribuir ações aos executivos como uma forma de bônus, sem que haja a necessidade de emissão de novos papéis, e a intenção de agregar valor para os acionistas.
Conforme o comunicado oficial da Pague Menos, a aquisição das ações irá beneficiar funcionários e administradores, no contexto do plano de ações restritas da companhia. Alternativamente, as ações podem ser mantidas em tesouraria para fins de posterior cancelamento ou venda no mercado.
As ações que permanecem em tesouraria representam uma escolha da empresa de retirar esses papéis de circulação no mercado. Essa estratégia visa, geralmente, melhorar a estrutura de capital, reduzir a quantidade de ações disponíveis, ou ainda servir como moeda para negociações ou investimentos futuros.
O programa de recompra da Pague Menos passou a valer a partir de 16 de junho de 2026 e terá um prazo de validade de até seis meses, encerrando-se em 16 de dezembro de 2026.
O momento da Pague Menos
No ano de 2026, em que a Pague Menos celebra seus 45 anos de existência, os números referentes ao primeiro trimestre apresentaram um aumento significativo de 325,6% no lucro líquido, totalizando R$ 55,6 milhões.
Jonas Marques, CEO da empresa, destaca que o início do ano foi favorável, sustentado por um robusto crescimento operacional, redução da alavancagem, expansão digital e a introdução do GLP-1 como um fator propulsor do crescimento.
No período entre janeiro e março, a companhia reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 204,7 milhões, com um crescimento de 36,1%. A margem Ebitda ajustada ficou em 4,9%, apresentando um avanço de 0,8 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Marques relembra que, ao assumir a liderança da Pague Menos, recebeu uma solicitação clara: a redução da alavancagem da companhia. Na época, em 2023, o índice de dívida líquida sobre Ebitda se aproximava de 4 vezes.
A empresa conseguiu reduzir sua alavancagem para 1,9 vezes no primeiro trimestre de 2026, uma diminuição de 0,9 vez em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo, assim, um nível que o CEO buscava ativamente.
Fonte: www.moneytimes.com.br

