Reunião do Copom de janeiro poderá contar com duas das nove diretorias vagas, segundo informações.

Reunião do Copom de janeiro poderá contar com duas das nove diretorias vagas, segundo informações.

by Ricardo Almeida
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Indicações para a Diretoria do Banco Central

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar ao Senado, apenas no próximo ano, suas duas próximas indicações para a diretoria do Banco Central. Esta informação foi confirmada por três fontes que possuem conhecimento sobre o assunto, segundo a Reuters. Isso significa que a aguardada reunião de política monetária de janeiro contará com um quórum inédito, composto por sete dos nove membros do colegiado.

Mandatos em Fim

Os mandatos de dois diretores recentemente nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Diogo Guillen, que ocupa o cargo de Política Econômica, e Renato Gomes, responsável por Organização do Sistema Financeiro, estão programados para terminar no final de dezembro. As novas indicações, que precisam ser aprovadas pelo Senado, ainda não foram formalizadas e podem enfrentar desafios devido à tensão nas relações entre o governo e o Congresso.

Embora Guillen e Gomes tenham o direito legal de permanecer em seus cargos até a posse de seus sucessores, espera-se que deixem suas funções ao final de seus mandatos, conforme relataram duas fontes que preferiram permanecer anônimas. Em tal eventualidade, suas atribuições seriam absorvidas de forma temporária por outros membros do Comitê de Política Monetária (Copom), todos nomeados por Lula.

Histórico de Reuniões

As atas do Copom, publicadas pelo Banco Central desde o ano de 1998, indicam que até o momento não houve registro de uma reunião que tivesse a ausência de dois membros. O Banco Central optou por não comentar sobre a situação atual, e tanto o Ministério da Fazenda quanto o Palácio do Planalto não responderam prontamente às solicitações de informação.

Expectativa de Corte de Juros

O mercado está ansioso para saber se o Banco Central iniciará um esperado ciclo de cortes na reunião marcada para os dias 27 e 28 de janeiro ou se decidirá aguardar até março. Essa expectativa leva em conta os sinais crescentes de uma desaceleração econômica gradual sob um ambiente de juros restritivos, com a taxa Selic mantida em 15% desde junho, o maior nível em quase duas décadas. De acordo com a pesquisa da Reuters realizada com economistas, a expectativa é de que os juros sejam mantidos inalterados para dezembro.

Após as indicações presidenciais, os nomes escolhidos ainda precisam passar por um processo de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, antes de serem votados em plenário. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros, declarou à Reuters que ainda não havia sido procurado em relação às indicações para o Banco Central, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que o Executivo "deve estar tratando do tema, mas nada chegou até mim".

Desafios no Calendário Legislativo

O apertado calendário legislativo, que se encerra em 22 de dezembro, se soma a um ambiente complicado para o governo no Senado, especialmente após a escolha — ainda não formalizada — do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Essa escolha gerou irritação no presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que apoiava um outro nome.

Com a retomada dos trabalhos do Congresso agendada para o dia 2 de fevereiro, caso não haja aprovação das novas indicações até o final deste ano, os novos diretores só poderão participar da segunda reunião de política monetária de 2026, prevista para os dias 17 e 18 de março, se obtiverem o aval dos senadores antes dessa data.

Novos Nomes em Análise

Duas das fontes mencionaram que o governo ainda não chegou a uma decisão final sobre os novos diretores. Uma dessas fontes informou que uma possibilidade considerada é a saída do diretor de Assuntos Internacionais, Paulo Picchetti, de seu cargo atual para assumir a Diretoria de Política Econômica. Essa posição é considerada uma das mais estratégicas da autarquia, uma vez que é responsável pela avaliação técnica das condições econômicas que orientam as decisões em relação aos juros.

Picchetti é visto como próximo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e tem uma formação sólida em questões relacionadas à inflação. Para o cargo de Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, a mesma fonte indicou que o governo pode optar por indicar um profissional que já é parte da carreira do Banco Central.

Entre os possíveis nomes para essa posição estão o chefe de gabinete do diretor que deixará o cargo, Angelo Duarte, a chefe do departamento de Organização do Sistema Financeiro, Carolina Boher, e o secretário-executivo do Banco Central, Rogério Lucca, que é considerado próximo ao atual presidente do BC, Gabriel Galípolo. Tanto o Banco Central quanto o governo se negaram a comentar sobre as potenciais nomeações que estão em análise.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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