Investigação da FRBS Participações S.A.
A proprietária da marca Forbes no Brasil, a FRBS Participações S.A., é identificada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como o principal ativo de um fundo associado a outros fundos de investimento que estão envolvidos no escândalo do Banco Master.
Envolvimento do Eagle Eye Investments
O Eagle Eye Investments é um dos mais de trinta fundos que integram a carteira de investimentos do fundo Astralo 95, que se tornou alvo de investigação na primeira fase da Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025.
De acordo com os registros da CVM, o Astralo 95 era o cotista único do Eagle Eye, que possui uma participação de R$ 113,7 milhões na FRBS Participações. Até o ano de 2025, esse valor correspondia a mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.
Estrutura Administrativa do Fundo
O Eagle Eye era administrado pela Reag Investimentos, que igualmente está sob investigação da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto devido a suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Reag foi liquidada em janeiro deste ano pelo Banco Central.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram que a Reag estava envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro que incluía fundos e o Banco Master. A Operação Carbono Oculto concentrou-se em fraudes bilionárias e operações de lavagem de dinheiro dentro do setor de distribuição e comércio de combustíveis, que historicamente tem sido um alvo de organizações criminosas para escoar recursos.
A Polícia Federal identificou que a estrutura da Reag era utilizada para a criação e gestão de fundos de investimento fechados. Essa estratégia financeira, que envolvia múltiplas camadas de sociedades, visava ocultar os verdadeiros beneficiários finais e reinjetar recursos de origem ilícita no sistema financeiro de maneira disfarçada.
Esse dinheiro, segundo as investigações, era disperso entre diversos fundos, incluindo o Astralo 95. Este último, como cotista único do Eagle Eye, que é um sócio oculto da Forbes Brasil, aplicava recursos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master poucas horas depois.
A CPI do Crime Organizado
O presidente da CPI do Crime Organizado no Senado, Fabiano Contarato (PT-ES), protocolou em fevereiro solicitações para a quebra de sigilo da gestora de investimentos Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur. Estas medidas visam apurar suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master e possíveis conexões com o PCC.
As solicitações incluíam o acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos do empresário e da Reag. O senador também requisitou ao Banco Central o envio da íntegra do processo administrativo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master e defendeu a convocação de Mansur para prestar depoimento.
“A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que utilizam o sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo, que continua a nos surpreender e horripilar pela gravidade dos fatos revelados", afirmou o presidente da CPI ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
As investigações no Congresso podem revelar conexões que ligam os investimentos da Reag a outros fundos, que, por sua vez, podem estar relacionados a empresas reconhecidas no mercado.
Declaração da FRBS Participações
Em resposta à reportagem da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a FRBS Participações declarou que sua posição oficial é que os únicos sócios da Forbes Brasil são Antonio e Katarina Camarotti. Contudo, a nota não se debruça sobre os documentos da Comissão de Valores Mobiliários que associam o fundo Eagle Eye Investments à FRBS Participações.
Fonte: timesbrasil.com.br