Rotas de Integração no Continente: Cinco Novas Saídas para Reduzir Custos nas Exportações

Criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana

O governo federal anunciou, nesta semana, a formalização do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. A principal meta desta iniciativa é a redução do tempo e dos custos relacionados ao transporte de mercadorias entre o Brasil e seus países vizinhos, bem como com a Ásia.

Objetivos do Programa

Para alcançar este objetivo, a proposta visa implementar ações que possibilitem a integração de infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre as nações da América do Sul. A portaria que estabelece o programa foi assinada pela ministra Simone Tebet e divulgada no Diário Oficial da União na terça-feira, 3 de outubro. O documento oficializa cinco rotas de integração.

De acordo com as diretrizes do programa, contempla-se a realização de estudos técnicos e pesquisas em diversas áreas, incluindo a multimodalidade do transporte, a conectividade e a integração nos campos energético e digital, a unidade geoeconômica, a bioceanidade, além de perspectivas fronteiriças e não fronteiriças dentro do território brasileiro.

Cinco rotas estratégicas

As redes de infraestrutura propostas enfocam cinco rotas estratégicas que foram delineadas após consultas realizadas com os 11 estados brasileiros que fazem fronteira com outros países da América do Sul.

As rotas estão organizadas da seguinte forma:

  • Ilha das Guianas – integrando as áreas do Norte do Brasil com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela;
  • Amazônica – abrangendo o extremo Norte do Brasil, com as fronteiras da Colômbia, Equador e Peru;
  • Quadrante Rondon – conectando as regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil com o Peru, Bolívia e Chile;
  • Bioceânica de Capricórnio – ligando o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil ao Paraguai, Argentina e Chile;
  • Bioceânica do Sul – integrando o Sul do Brasil com o Uruguai, Argentina e Chile.

Conforme informações do governo, o desenvolvimento das cinco rotas foi resultado de uma reunião entre líderes da América do Sul, realizada em 2023, que estabeleceu a necessidade de uma agenda para a integração regional.

Contexto histórico e econômico

Um dos argumentos apresentados pelo governo para a implementação deste programa é o fato de que o Brasil, ao longo do tempo, tem priorizado suas relações comerciais com países da Europa e os Estados Unidos, via Atlântico. A proposta é fundamentada na observação de que, nas últimas décadas, ocorreu um deslocamento da produção para os estados do Centro-Oeste e do Norte, além de um aumento significativo do comércio com nações asiáticas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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