Rússia Reiterando Apoio a Cuba
A Rússia declarou nesta sexta-feira, 24, seu compromisso de solidariedade com Cuba, garantindo que continuará a fornecer ajuda humanitária à ilha governada por um regime comunista. Este apoio se dá em resposta ao que Moscou descreveu como chantagens e ameaças provenientes dos Estados Unidos.
A Ameaça dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que espera ter a honra de “tomar Cuba”, enquanto Washington pressiona Havana para que abra sua economia e amplie as liberdades políticas no país. Em meio a essa pressão externa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, manifestou a posição do governo russo em relação a essa situação, afirmando: "Contra o pano de fundo da escalada direcionada e maliciosa contra Cuba, reafirmamos nossa solidariedade com o governo cubano e o povo cubano."
Zakharova enfatizou que Moscou rejeita qualquer forma de chantagem e ameaça na política externa, e isso inclui a atual pressão agressiva dos Estados Unidos sobre o governo cubano. Segundo ela, o objetivo de Washington é interferir nos assuntos internos de Cuba, minando a soberania do país.
Relações Históricas entre Rússia e Cuba
Cuba manteve um relacionamento próximo com a Rússia ao longo de várias décadas, desde a revolução comunista de 1959, que instaurou Fidel Castro no poder, até o colapso da União Soviética em 1991. Recentemente, a Rússia tem apoiado Cuba com financiamento e fornecimento de bens materiais.
A porta-voz Maria Zakharova ressaltou: "A Rússia e Cuba têm uma relação histórica próxima. Sempre estivemos ao lado de Cuba em sua luta pela independência, em seu direito de viver de acordo com suas próprias regras, desenvolver-se em seu próprio caminho e defender seus próprios interesses." De acordo com ela, a Rússia continuará a fornecer assistência humanitária a Cuba durante este período difícil de adversidade, que eles consideram ser alimentada de forma artificial.
Fornecimento de Combustível
No final de março, um navio-tanque com bandeira russa, nomeado Anatoly Kolodkin, descarregou aproximadamente 700 mil barris de petróleo bruto na Baía de Matanzas, Cuba. Este ato foi realizado desafiando um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos. O governo Trump declarou que a entrega foi autorizada por motivos "humanitários", mas a movimentação gerou polêmica e debate sobre a natureza das relações comerciais entre os países.
Fonte: www.moneytimes.com.br