Safra melhora sua estrutura de capital, mas quais os impactos para os acionistas? O que fazer com as ações?

Safra melhora sua estrutura de capital, mas quais os impactos para os acionistas? O que fazer com as ações?

by Ricardo Almeida
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Desempenho da Casas Bahia e sua Estrutura de Capital

A Casas Bahia (código de ações BHIA3) está avançando em seu processo de melhoria da estrutura de capital, um movimento que, no entanto, pode acarretar impactos para os seus acionistas. Essa situação se deve à diluição que a empresa deve enfrentar, especialmente após o anúncio de sua 11ª emissão de debêntures, que ocorrerá em até quatro séries e contará com um valor total de até R$ 3,95 bilhões.

Os fundos obtidos a partir dessa emissão fazem parte de um amplo plano de transformação da estrutura de capital da companhia. A empresa informou que os recursos serão destinados ao reperfilamento da dívida da 10ª emissão ou à manutenção e fortalecimento do caixa.

Impactos Financeiros da 11ª Emissão

Com a condição de que 100% da 10ª emissão adira à 11ª, a empresa afirma que haverá uma diminuição de, pelo menos, R$ 2,8 bilhões no montante que deverá ser pago na amortização do principal. Além disso, essa operação pode resultar em uma economia total de R$ 4,5 bilhões em despesas financeiras e no valor principal até 2030.

No que diz respeito ao mercado, as ações da companhia tiveram uma reação negativa na B3. Por volta das 15h50, no horário de Brasília, as ações caíam 2,56%, sendo negociadas a R$ 3,04.

Diluição dos Acionistas

Na análise do banco Safra, considerando uma eventual conversão total da dívida em ações, o índice de alavancagem da companhia deve passar de 1,9 vez para 0,4 vez, levando em conta a venda da participação da FIC.

Esse cenário deverá resultar em uma diminuição da dívida líquida em cerca de R$ 3,3 bilhões e, dessa forma, espera-se uma redução de aproximadamente R$ 650 milhões nas despesas financeiras anuais. Entretanto, isso implicaria em uma diluição dos acionistas da ordem de 58%, com base no preço médio ponderado por volume da ação, que é de R$ 3,71 durante um período de 90 dias.

Os analistas do banco ressaltam que, caso os detentores da 3ª série da 10ª emissão de debêntures optem por não aceitar a conversão em ações, o índice de alavancagem poderia ser reduzido para 0,6 vez, levando em conta a venda da participação da FIC, e ocasionaria uma diminuição da dívida líquida em R$ 2,8 bilhões. Nesse caso, haveria uma redução aproximada de R$ 540 milhões nas despesas financeiras anuais, resultando em uma diluição dos acionistas em cerca de 44%.

É importante ressaltar que outros cenários podem ser considerados, dependendo da adesão dos detentores das debêntures da 10ª emissão à conversão para ações.

Com o atual panorama de significativa diluição, o banco Safra mantém sua recomendação de underperform para a varejista, que é equivalente à orientação de venda.

*Com informações da Reuters

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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