Apesar da expansão do trabalho remoto e da flexibilização maior nos últimos anos, os trabalhadores brasileiros ainda priorizam critérios mais tradicionais ao escolher um emprego. Esta conclusão é evidenciada na 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que indica que o salário é o principal fator de escolha.
A Nexus conduziu um levantamento com 2.008 pessoas com idade acima de 16 anos, abrangendo todos os estados brasileiros e o Distrito Federal, em outubro de 2025. O estudo ressalta também a importância de aspectos como estabilidade e segurança no mercado de trabalho.
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Salário lidera as prioridades
Conforme a pesquisa, 28,7% dos entrevistados consideram o salário como o principal fator na escolha de um emprego ideal para os próximos cinco anos. Logo em seguida, destacam-se a estabilidade no emprego, mencionada por 22,4% dos participantes, e a perspectiva de crescimento na carreira, que atrai 20,1% dos respondentes.
Os dados indicam que, além da remuneração, os trabalhadores também valorizam oportunidades de desenvolvimento profissional e segurança no vínculo empregatício.
Flexibilidade e home office ficam atrás
Embora o trabalho remoto tenha avançado nos últimos tempos, a flexibilidade não ocupa o primeiro lugar nas prioridades dos trabalhadores. A flexibilidade de horário foi citada por 19,3% dos entrevistados, enquanto apenas 15,9% consideraram o home office um fator decisivo. A jornada reduzida é mencionada em último lugar, com 9,8%.
Segundo especialistas da CNI, esses números demonstram que, mesmo diante de novas modalidades de trabalho, o emprego formal continua sendo fortemente associado à estabilidade.
CLT segue como preferência de emprego
A preferência pelo trabalho com carteira assinada também se mantém. Mais de um terço dos entrevistados que buscou emprego recentemente considera o vínculo formal como o mais atrativo. Entre os jovens de 25 a 34 anos, esse índice sobe para 41,4%.
Principais barreiras para o emprego ideal
Ao analisarem os desafios enfrentados para conseguir o emprego ideal, 22% dos respondentes apontaram a falta de vagas com boas condições. Em seguida, 17,6% mencionaram a falta de experiência e 16,9% citaram a ausência de cursos de formação na região. A necessidade de cuidar de familiares também é um fator importante, relacionado por 16,1% dos entrevistados.
O estudo ainda revela que 43% dos brasileiros não sabem em que profissão estarão daqui a cinco anos. Entre os que têm uma projeção de futuro, 13,9% aspiram a abrir o próprio negócio.
Apesar das incertezas, o nível de satisfação com o trabalho atual é elevado: 95% dos respondentes afirmam estar satisfeitos. Em contrapartida, apenas 44,5% relatam dominar habilidades digitais mais complexas, como inteligência artificial e sistemas.
Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa enfatiza um cenário onde salário, estabilidade e crescimento permanecem como as principais bases na escolha de um emprego. Já o home office e a flexibilidade ocupam posições secundárias nas decisões dos trabalhadores brasileiros.
Fonte: timesbrasil.com.br
