Confirmação da Nomeação
O Senado confirmou, na segunda-feira, a nomeação do senador Markwayne Mullin para liderar o Departamento de Segurança Interna (DHS). O republicano de Oklahoma foi escolhido pelo presidente Donald Trump no início deste mês, em substituição a Kristi Noem, que havia gerado considerável crítica tanto de democratas quanto de republicanos pela sua liderança no departamento e pelo uso de recursos públicos.
A votação no Senado ocorreu com o resultado de 54 votos a favor e 45 contra a confirmação de Mullin.
Objetivos do Novo Secretário
“Meu objetivo em seis meses é que não sejamos a matéria de destaque todos os dias. O que eu busco é que as pessoas compreendam que estamos aí, protegendo-as e trabalhando em conjunto com elas”, declarou Mullin na semana passada durante sua audiência de confirmação perante o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado.
Votação Bipartidária
Dois democratas — os senadores John Fetterman, da Pensilvânia, e Martin Heinrich, do Novo México — votaram junto à maioria dos republicanos a favor da nomeação de Mullin. O senador Rand Paul, do Kentucky, que teve uma disputa pública com Mullin durante a audiência de confirmação, foi o único republicano que votou contra.
Desafios à Frente
Mullin assume um DHS que se encontra paralisado, uma vez que os democratas continuam a recusar apoio a um pacote de financiamento devido a preocupações com as políticas de aplicação da imigração. Enquanto isso, Trump está tentando aprovar um projeto de lei sobre identificação do eleitor que não está relacionado e orientou os republicanos a adiar um acordo de financiamento do DHS com os democratas até que a Lei SAVE America seja aprovada.
O financiamento do órgão expirou em fevereiro, no mês após agentes de imigração federais em Minneapolis terem matado dois cidadãos americanos durante uma ação de enforcement.
Reputação de Mullin
Mullin é geralmente bem visto por seus colegas do Senado, tanto do lado republicano quanto do democrático, e, durante sua audiência de confirmação, sinalizou que estava aberto a mudar a direção da agência.
Ele informou ao comitê que exigiria que agentes de imigração obtivessem mandados judiciais para adentrar propriedades privadas e que gostaria de ver o ICE atuando mais como “um meio de transporte do que como a linha de frente” nas ações de aplicação da imigração.
Relacionamento e Controvérsias
“Isso vai surpreender algumas pessoas, mas eu considero Markwayne Mullin um amigo. Temos uma relação de trabalho muito honesta e construtiva”, afirmou Heinrich em um comunicado no domingo, após apoiar Mullin em uma votação processual.
“Eu também vi de perto que Markwayne não é alguém que pode simplesmente ser coagido a mudar suas opiniões, e espero ter um secretário que não receba suas ordens de Stephen Miller”, continuou Heinrich, referindo-se ao vice-chefe de gabinete da Casa Branca e assessor de segurança interna, a quem os democratas atribuem a responsabilidade pelas decisões durante a gestão de Noem.
Questionamentos e Conflitos
Apesar da camaradagem entre os partidos, muitos democratas no painel do Senado questionaram Mullin sobre seus laços estreitos com Trump, suas posições rigorosas em relação à imigração e uma viagem que ele afirmou ter feito ao exterior enquanto era membro da Câmara, que classificou como “classificada”.
Mullin também teve uma disputa com o presidente do comitê, Paul, a quem o indicado de Trump chamou de “cobra maldita”. Antes de sua nomeação para o DHS, Mullin supostamente comentou que poderia “entender” porque um vizinho de Paul agrediu o republicano do Kentucky em 2017.
Mullin não se desculpou quando foi confrontado por Paul durante a audiência.
“Só me pergunto se alguém que aplaude a violência contra seus oponentes políticos é a pessoa certa para liderar uma agência que tem lutado para aceitar limites sobre o uso adequado da força”, questionou Paul.
Fonte: www.cnbc.com

