Renovação no Senado em 2027
O Senado brasileiro está se preparando para uma significativa mudança em seu perfil no ano de 2027. Nas eleições que ocorrerão em 2026, dois terços do plenário, correspondente a 54 dos 81 assentos, serão renovados, um processo que acontece a cada oito anos. Essa transformação deve ser acelerada por uma saída em massa de até 31 parlamentares que fazem parte de um grupo que busca mudar suas trajetórias políticas. Esse grupo é composto por aqueles que não vão buscar a reeleição, aqueles que pretendem se candidatar a outros cargos e ainda por aqueles que decidiram se aposentar ou afastar-se temporariamente da vida pública.
Nove vão às urnas, mas poderão voltar
Nove congressistas têm planos de buscar novas posições no Executivo e no Legislativo, mas possuem um mandato que permanece garantido até 2031. Caso não obtenham sucesso nas eleições, eles poderão retornar ao Senado. Entre eles estão Cleitinho Azevedo (Republicanos), que se candidata ao governo de Minas Gerais, e Sérgio Moro (PL), que busca a cadeira no Senado do Paraná. Renan Filho (MDB), no estado de Alagoas, Omar Aziz (PSD), no Amazonas, e Alan Rick (Republicanos), no Acre, também estão entre os candidatos.
Além disso, outros senadores que estão mirando a liderança de seus estados incluem Efraim Filho (PL-PB), Wilder Morais (PL-GO), Professora Dorinha (União-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).
Dez nomes disputam outros cargos e darão adeus
Outros dez senadores e senadoras, que estão no último ano de seus mandatos, planejam disputar cargos em 2026 e, assim, se despedirão do Senado. Isso inclui Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se candidatará à Presidência da República, e Eduardo Girão (Novo-CE), que é o nome proposto para a vice-presidência na chapa de Romeu Zema (Novo-MG).
Marcos Rogério (PL) é outro que concorre ao governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) estão em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) quer assegurar uma posição como deputada estadual em São Paulo.
Além desses, há senadores que pretendem se candidatar como suplentes em chapas majoritárias ao Senado, como Jader Barbalho (MDB-PA), Nelsinho Trad Filho (PSD-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Dra. Eudocia (PSDB-AL).
Aposentadoria e fim de ciclo tiram mais 12
Em paralelo às candidaturas, 12 senadores e senadoras decidiram não se candidatar a cargos neste ciclo eleitoral. Uma das saídas mais notórias foi a do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que anunciou sua decisão de retirar-se da vida pública em maio. Essa escolha frustrou os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que queria contar com Pacheco como candidato ao governo de Minas Gerais.
Em suas declarações sobre a decisão, Pacheco afirmou: “Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e coração tranquilo sobre essa decisão. Eu sempre disse que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída.”
Seguindo o mesmo caminho, senadores que optaram por aposentadoria ou pausa eleitoral incluem Jorge Kajuru (PSB-GO), Paulo Paim (PT-RS), Confúcio Moura (MDB-RO), Fernando Dueire (PSD-PE), Flávio Arns (PSB-PR), Giordano (Podemos-SP), Irajá (PSD-TO), Ivete da Silveira (MDB-SC), Jayme Campos (União-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).
*Sob orientação de Gustavo Porto
Fonte: www.moneytimes.com.br