Estúdio responsável pelo GTA 6 opta por ganhar tempo para alcançar o nível de qualidade esperado
Quando GTA V foi lançado, em 2013, o Instagram ainda era pouco mais que um aplicativo de filtros vintage, e o TikTok sequer havia sido criado. Desde essa época, a indústria de jogos passou por diversas transformações. No entanto, uma constante permanece: a expectativa em torno do próximo título da série, o Grand Theft Auto (GTA VI).
Nesta semana, a Rockstar Games anunciou um novo adiamento para o lançamento de Grand Theft Auto VI (GTA 6). O jogo, que havia sido previamente adiado do final de 2025 para maio de 2026, agora conta com uma nova data oficial: 19 de novembro de 2026.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, o estúdio detalhou que a equipe precisa de mais tempo para garantir que o produto atenda ao padrão de qualidade que o público espera. “Reconhecemos que esta espera tem sido prolongada, mas esses meses adicionais nos permitirão finalizar o jogo com a qualidade que vocês aguardam e merecem”, anunciou a empresa.
Quando GTA V chegou ao mercado em 2013, a indústria de jogos se apresentava de maneira diferente. Desde então, esse título se consolidou como um dos produtos de entretenimento mais lucrativos e vendidos da história.
Conforme levantamentos de mercado, a franquia, considerando as vendas globais, relançamentos e a monetização contínua de GTA Online, já gerou uma receita superior a US$ 9,7 bilhões desde 2013, além de ter ultrapassado 220 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Com um produto capaz de continuar a gerar receitas que ultrapassam centenas de milhões de dólares anualmente, a pressão para um lançamento apressado da sequência diminui. Assim, a estratégia do estúdio se volta para a longevidade e o impacto do título, ao invés de seguir um cronograma específico.
Promessa que não se sustentou
No início deste ano, Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, empresa controladora da Rockstar, havia afirmado que não haveria adiamentos adicionais. Entretanto, essa declaração, que parecia otimista, se revelou excessivamente positiva.
Reportagens da PC Gamer destacaram que existem estúdios terceirizados que dependem diretamente do cronograma de produção de GTA 6. Isso significa que decisões de adiamento não afetam apenas os fãs, mas também fornecedores e toda uma cadeia produtiva da indústria.
Além disso, o histórico recente de lançamentos problemáticos, como o caso de Cyberpunk 2077, em 2020, serve de alerta. Esse jogo foi disponibilizado antes de estar totalmente pronto, apresentando falhas graves de desempenho e bugs. Este cenário resultou em pedidos de reembolso, queda nas ações da desenvolvedora e até mesmo a remoção temporária do título da PlayStation Store, demonstrando claramente como um lançamento precipitado pode comprometer tanto a reputação de uma empresa quanto gerar perdas financeiras significativas.
O que esperar do GTA 6
A Rockstar classifica GTA 6 como seu projeto mais audacioso até o momento. O jogo se passará em um estado fictício denominado Leonida, inspirado na Flórida, e trará de volta a icônica Vice City, agora em uma versão contemporânea, marcada por uma estética neon, clima tropical e referências à cultura digital.
A narrativa do jogo contará com dois protagonistas, entre os quais está Lucia, cuja trajetória envolve uma dinâmica de parceria criminal. O projeto, dentro da Rockstar, é descrito como uma plataforma expansível, sugerindo que o mapa do jogo se ampliará com o tempo, incluindo novas áreas e missões após seu lançamento. Esse modelo assemelha-se à evolução de GTA Online, mas será integrado à campanha principal, e não como um modo independente.
No que tange aos aspectos visuais, o jogo utilizará uma versão atualizada do RAGE Engine, incorporando melhorias significativas em iluminação, densidade urbana, comportamento de NPCs (personagens não jogáveis) e simulação climática.
As reações nas redes sociais em relação ao adiamento misturam frustração e resignação. Entretanto, a postura da Rockstar permanece inalterada: a empresa não lançará o jogo até que esteja plenamente pronto.
Fonte: www.moneytimes.com.br


