Recuperação do Mercado Corporativo e Logístico
O mercado corporativo e logístico apresentou uma trajetória de recuperação no primeiro trimestre de 2026, caracterizada por uma queda na taxa de vacância, absorção líquida positiva e uma oferta limitada de novos empreendimentos.
Desempenho em São Paulo
Em São Paulo, a taxa de vacância caiu para 15,28%, enquanto a absorção líquida atingiu 107 mil metros quadrados. No segmento de alto padrão, os índices também diminuíram, evidenciando a demanda por ativos modernos e bem localizados. A oferta de novos empreendimentos continua abaixo do ritmo de ocupação, o que tem pressionado os preços em áreas centrais e incentivado a busca por alternativas em regiões como Berrini e Barra Funda.
Situação no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a vacância em ativos de classificação A e A+ atingiu o menor nível desde 2021, com uma absorção líquida de 26.250 metros quadrados. Esses dados indicam uma recuperação gradual do mercado na região, refletindo a melhora nas condições econômicas.
Desempenho do Setor Logístico
O setor logístico manteve um desempenho consistente. Em São Paulo, o estoque total alcançou 21,2 milhões de metros quadrados, com uma taxa de vacância de 6,40% e uma absorção líquida de 366 mil metros quadrados. A demanda por espaços logísticos foi impulsionada pelo crescimento do e-commerce e pela busca por eficiência operacional. Esse aumento na demanda superou a entrega de novos galpões.
Indicadores de Construção e Ocupação
A atividade construtiva representa 7,88% do estoque total, enquanto a absorção líquida já corresponde a mais de 9% nos últimos quatro trimestres. Esses números demonstram um desequilíbrio entre oferta e demanda no setor. As regiões próximas ao centro da cidade concentram uma maior pressão por ocupação, o que mantém os preços elevados e sublinha a importância da localização como um fator estratégico.
Os dados mencionados são provenientes da edição trimestral do RealtyCorp Analytics, divulgada em abril de 2026.
Fonte: veja.abril.com.br


