Solana (SOL) amplia receitas com ativos reais, stablecoins e inteligência artificial; ‘PIB da rede’ alcança US$ 342 milhões no 1T26.

Relatório da Messari sobre a Solana (SOL) no 1T26

A empresa de análise on-chain Messari divulgou na última segunda-feira, dia 18, um relatório sobre o desempenho da blockchain Solana (SOL) no primeiro trimestre de 2026 (1T26). O relatório enfatiza aspectos relacionados aos ativos do mundo real (Real-World Assets ou RWAs, na sigla em inglês), às stablecoins, que são criptomoedas pareadas ao dólar, e à inteligência artificial (IA).

Pontos-chave do Desempenho da Solana

O “PIB da rede”, que representa a soma das receitas totais das aplicações da Solana, permaneceu praticamente estável em comparação ao trimestre anterior, totalizando US$ 342,2 milhões. A taxa de captura de receita das aplicações (App Revenue Capture Ratio ou App RCR), que mede a eficiência com que as aplicações descentralizadas geram receita, avançou de 379% para 382%, consolidando a posição da Solana como uma plataforma robusta para o desenvolvimento de negócios sustentáveis.

Além disso, o valor total bloqueado (TVL, na sigla em inglês) em contratos de finanças descentralizadas (DeFi) apresentou uma queda de 22% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, chegando a US$ 6,16 bilhões. Essa contração foi, em grande parte, impactada pela diminuição de 33% no preço do SOL e não necessariamente pela fuga de usuários.

RWAs na rede Solana (SOL)

A capitalização de mercado dos ativos do mundo real (RWAs) na Solana teve um crescimento significativo de 43% no 1T26 em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo a marca de US$ 2,01 bilhões. O aumento foi especialmente impulsionado pelo BUIDL, um fundo tokenizado do mercado norte-americano que investe em caixa e títulos do Tesouro americano de curto prazo.

O valor total do fundo cresceu impressionantes 106% no 1T26, com um ganho de US$ 269,9 milhões, após a Anchorage Digital passar a oferecer suporte de custódia na rede, abrangendo cerca de 81% de toda a oferta disponível.

Entre os RWAs que se destacaram, o PRIME, um token de depósitos tokenizados na rede, mostrou um aumento percentual notável de 124%, totalizando US$ 361,2 milhões. Por outro lado, o protocolo Onyc também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 101%, alcançando US$ 145,4 milhões, resultado da integração com o Kamino, um protocolo de finanças descentralizadas que possibilita o uso dos ativos como garantia dentro da plataforma.

Stablecoins crescem 473% e dominam a rede

No fechamento do 1T26, o valor de mercado das stablecoins na Solana alcançou US$ 14,85 bilhões, colocando a rede como a terceira maior entre todas as blockchains do setor. A Solana superou, por exemplo, a Ethereum, que registrou uma leve queda de 0,3% neste mesmo período.

A stablecoin USD1, vinculada à World Liberty Financial, empresa de tecnologia financeira relacionada à família do ex-presidente Donald Trump, foi a que apresentou o maior crescimento percentual, com um impressionante aumento de 473%. Seu valor atingiu US$ 883,5 milhões, tornando-se a quarta maior moeda em dólar da rede.

É importante ressaltar que, ao longo de 2025, os volumes desse tipo de moeda aumentaram juntamente com a capitalização de mercado desses ativos. Isso indica que o capital na rede Solana está sendo utilizado ativamente.

No entanto, a maior stablecoin da rede, o USDC, encerrou o 1T26 com um valor de US$ 7,83 bilhões, representando uma queda de 21% em relação aos US$ 9,97 bilhões registrados anteriormente. Apesar dessa redução, a Messari afirma que as saídas foram “amplamente compensadas por entradas em outras moedas”. O relatório também destaca que o USDT manteve sua posição como a segunda maior moeda, com uma capitalização que cresceu 34% durante o período analisado.

Inteligência artificial (IA) cresce na Solana (SOL)

No primeiro trimestre de 2026, a atividade relacionada à inteligência artificial na rede Solana evoluiu de uma fase inicial de experimentação para a obtenção de resultados econômicos tangíveis e mensuráveis. As taxas extremamente baixas de transação na rede, aliadas à sua capacidade de processar operações em menos de um segundo, continuaram a atrair o desenvolvimento de aplicações nativas para máquinas. Além disso, o protocolo de pagamentos x402 expandiu sua adoção entre diversos provedores de infraestrutura.

*Com supervisão de Renan Sousa

Fonte: www.moneytimes.com.br

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