Reavaliação da Microsoft
Redução de Classificação pela Stifel
A Stifel, uma renomada empresa de investimentos, acredita que os altos gastos com inteligência artificial e a crescente concorrência podem impactar negativamente o crescimento da Microsoft. Em razão disso, a firma de investimentos decidiu reduzir a classificação da gigante da tecnologia, conhecida como "Magnificent Seven", de compra para manter. O analista Brad Reback também ajustou seu preço-alvo para as ações da empresa, de US$ 540 para US$ 392.
Desempenho das Ações
Nos últimos 12 meses, as ações da Microsoft apresentaram estabilidade, mas, neste ano, sofreram uma queda de 14%. A nova previsão de Reback sugere que o preço das ações poderá cair mais 5%.
Expectativas da Wall Street
O analista destacou que sua reavaliação ocorre em um contexto em que as expectativas de lucros e receitas da Wall Street parecem excessivamente otimistas. Ele comentou sobre as dificuldades bem documentadas relacionadas ao fornecimento do Azure e mencionou os resultados positivos recentes do Google Cloud Platform (GCP) Gemini, além do fortalecimento do momentum da Anthropic. Reback acredita que uma aceleração do Azure em curto prazo é improvável.
Visão Geral do Mercado
“Com base nos desafios conhecidos relacionados ao Azure, juntamente com os resultados impressionantes do GCP Gemini divulgados recentemente e o crescente impulso da Anthropic, acreditamos que a aceleração do Azure nos próximos meses seja improvável,” afirmou Reback. Ele acrescentou que, embora a Microsoft esteja bem posicionada a longo prazo para enfrentar o cenário tecnológico de inteligência artificial em rápida evolução, as perspectivas para o curto prazo parecem nebulosas. Isso se deve ao fato de que o Google parece estar rapidamente ganhando participação no mercado de inteligência artificial, enquanto a relação da Microsoft com a OAI não é tão benéfica quanto foi em outros tempos.
Margens e Investimentos em AI
Reback também espera que a compressão da margem bruta do Azure se acelere no próximo trimestre, devido ao aumento significativo dos gastos de capital e à crescente proporção de despesas concentradas em ativos de computação de curta duração. Ele observou que, além dos desafios relacionados ao custo das mercadorias vendidas (COGS), a gestão da Microsoft deixou claro, nas últimas duas viagens de resultados, que está aumentando seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, o que vem com um custo elevado associado à contratação e retenção de pessoal, além do suporte necessário para essas iniciativas, que consomem muitos ciclos de GPU.
Impacto das Despesas Operacionais
“O impacto líquido disso é que o crescimento das despesas operacionais (OPEX) provavelmente estará muito mais próximo do crescimento da receita do que o que vimos nos últimos anos,” acrescentou Reback. Ele não vê nenhum catalisador imediato para as ações da Microsoft e projeta que elas devem permanecer em uma faixa de preço limitada, até que o Azure apresente uma aceleração significativa ou que o crescimento das despesas de capital diminua abaixo do crescimento do Azure.
Queda das Ações
A reavaliação de Reback aconteceu uma semana após uma queda de 10% nas ações da Microsoft, que ocorreu após a empresa divulgar a orientação de margem operacional para o terceiro trimestre fiscal, de 45,1%, abaixo da expectativa de consenso de 45,5% levantada pelo StreetAccount. O crescimento da nuvem também mostrou uma desaceleração, com a receita proveniente do Azure e outros serviços em nuvem apresentando crescimento de 39%, abaixo dos 40% registrados no primeiro trimestre fiscal da Microsoft.
Fonte: www.cnbc.com