Taesa (TAEE11) registra alta de 5% após resultados do 3T25 e divulgação de proventos; confira as recomendações de 3 analistas para suas ações.

Taesa (TAEE11) registra alta de 5% após resultados do 3T25 e divulgação de proventos; confira as recomendações de 3 analistas para suas ações.

by Beatriz Fontes
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Ações da Taesa em Destaque na B3

As ações da Taesa (TAEE11) se destacam entre os papéis mais negociados da B3, apresentando as maiores altas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira, dia 12.

Desempenho das Ações

Por volta das 12h30 (horário de Brasília), as ações TAEE11 subiam 3,35%, alcançando o valor de R$ 43,86, posicionando-se como a maior alta do principal índice da bolsa brasileira. Durante o dia, o ativo registrou uma alta máxima de 5,07%, com o preço atingindo R$ 44,59. Essa movimentação nos preços das ações ocorre em resposta aos números apresentados pelo terceiro trimestre (3T25), divulgados na noite anterior, no dia 11.

Resultados Financeiros do 3T25

A companhia de transmissão de energia elétrica reportou um lucro líquido regulatório de R$ 323 milhões entre julho e setembro, marcando uma alta de 5,2% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório alcançou R$ 549 milhões, superior à estimativa de R$ 515 milhões, conforme dados da IBES da LSEG. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Ebitda apresentou um crescimento de 12,6%.

Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

Além dos resultados financeiros, a Taesa anunciou um pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) totalizando R$ 323 milhões. Deste montante, R$ 144,5 milhões referem-se a JCP, enquanto R$ 178,8 milhões são destinados a dividendos intercalares. O pagamento está programado para ocorrer no dia 28 de janeiro de 2026, com uma base acionária em 14 de novembro de 2025. Os proventos começarão a ser negociados “ex”-dividendos e “ex”-JCP no dia 15 deste mês.

Avaliação dos Analistas Sobre o Trimestre

A análise dos resultados do 3T25 foi considerada positiva por especialistas do mercado. Segundo os analistas Raul Cavendish e Bruno Vidal, da XP, o balanço se apresentou “em linha, como de costume”, com o Ebitda ficando apenas 1% abaixo das expectativas da corretora, o que é atribuído a receitas líquidas que ficaram abaixo do que havia sido previsto e a custos que se mostraram ligeiramente inferiores. Os especialistas destacam que “não há destaques relevantes no front operacional”.

Por sua vez, analistas do Safra avaliamos que a Taesa teve um trimestre “sólido”, destacando o bom crescimento do Ebitda em comparação ao ano anterior e a distribuição de dividendos. De acordo com Daniel Travitzky, Carolina Carneiro e Ricardo Bello, em relatório, a empresa registrou receitas em linha com as expectativas, com custos controlados.

O BTG Pactual ressaltou que os números apresentados superaram as projeções do banco. Além disso, os analistas Gisele Gushiken, Luis Mollo, Antonio Junqueira e Maria Schutz observaram uma redução na alavancagem, que agora se encontra em 4,7 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda, comparada a 4,9 vezes no segundo trimestre (2T25).

Perspectivas para as Ações TAEE11

Aos olhos dos analistas da XP, as ações TAEE11 estão sendo negociadas com uma taxa interna de retorno (TIR) real considerada “pouco atraente”, fixada em 2,6%, inferior às taxas soberanas de longo prazo, que estão em 7,1%. Os analistas Raul Cavendish e Bruno Vidal destacam que “a Taesa é fundamentalmente uma história de dividendos e alavancagem”.

Os especialistas observam ainda que historicamente as ações têm sido negociadas com base nas expectativas de dividendos de curto prazo, ao invés do valor dos fluxos de caixa futuros. Apesar de essa estratégia ter funcionado durante um tempo considerável, nota-se que a empresa está se aproximando de um ponto de inflexão no médio prazo, questionando como continuará a distribuir altos dividendos, ao mesmo tempo em que cumpre os R$ 2,2 bilhões restantes em compromissos de capex e reduz a alavancagem para a faixa de 3,0 a 3,5x.

A XP atribui uma recomendação neutra para as ações, com um preço-alvo de R$ 32,70, o que implica em uma potencial desvalorização de 22,9% em relação ao preço de fechamento no dia anterior, 11 de outubro.

Em contrapartida, o Safra recomenda a venda das ações, fundamentando sua decisão no valuation da companhia. O preço-alvo estipulado para TAEE11 é de R$ 32,20, representando uma desvalorização de 24,1% em relação ao preço de fechamento anterior. O BTG Pactual também sugere a venda das ações, com um preço-alvo fixado em R$ 35, prevendo uma queda de 17,5% em relação ao preço de fechamento no dia 11 de outubro, quando TAEE11 foi negociada a R$ 42,44.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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