Aumento Salarial e Novo Plano de Carreira para Policiais em São Paulo
O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou na quinta-feira (2) um reajuste salarial de 10% para as Polícias Civil e Militar, além de promover alterações no plano de carreira da Polícia Civil.
Contexto do Reajuste Salarial
Este é o segundo reajuste concedido pelo governador às corporações durante seu mandato. De acordo com informações do governo, o impacto orçamentário mensal das mudanças será de R$ 15 milhões para a Polícia Militar e de R$ 3,6 milhões para a Polícia Civil.
Os projetos referentes ao aumento salarial foram encaminhados pelo Executivo à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Na terça-feira (31), os deputados estaduais aprovaram o pacote.
O governador Tarcísio de Freitas afirmou: “Desde o primeiro dia de mandato, trabalhamos pela valorização policial dentro de uma gestão fiscal responsável e equilibrada. O objetivo é garantir melhores salários aos profissionais que atuam incansavelmente para combater o crime e proteger a população. A valorização vem não só com reajuste salarial, mas também com novas regras que facilitam a progressão nas carreiras de todos os policiais.”
Mudanças na Polícia Militar
A nova legislação promoverá 10,6 mil soldados de 2.ª classe para a 1.ª classe, sendo que 80% deles receberão essa promoção imediatamente. Outros 12% serão promovidos até julho e os restantes 8% até dezembro. Segundo o governo, essa medida resultará em um aumento médio de R$ 480 no salário bruto dos policiais.
Um cronograma escalonado também será implementado para a promoção de soldados com mais de cinco anos de serviço ao posto de cabo. Esse processo será gradual, com início previsto para dezembro de 2026 e conclusão até o final de 2028.
Mudanças na Polícia Civil
O novo plano de carreira permitirá que o policial civil alcance a classe especial em cerca de 18 anos, caso cumpra os requisitos legais estabelecidos. Atualmente, esse percurso pode levar mais de três décadas, sem a garantia de ascensão.
As promoções levarão em conta fatores como tempo de serviço, avaliação de desempenho, ausência de penalidades disciplinares e a conclusão de cursos de aperfeiçoamento.
As progressões, que terão validade a partir de 2027, estipulam um período de seis anos da 3.ª para a 2.ª classe, doze anos para a 1.ª classe e dezoito anos para o avanço à classe especial, sem limitações de vagas.
Fonte: www.moneytimes.com.br