Taxas de DIs registram leve alta com novas informações do Caged e atualizações do Oriente Médio

Taxas de DIs registram leve alta com novas informações do Caged e atualizações do Oriente Médio

by Ricardo Almeida
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A Curva de Juros Futuros

A curva de juros futuros terminou as negociações na última quinta-feira, dia 28, com uma leve alta em todos os vértices, apresentando um comportamento oposto aos rendimentos dos títulos norte-americanos e à desvalorização do dólar. Os dados do mercado de trabalho também impactaram a sessão.

Taxas de Depósito Interfinanceiro

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027, considerada de curtíssimo prazo, registrou uma alta de 3,5 pontos-base, fechando em 14,100%, em comparação com 14,065% do ajuste anterior.

Por sua vez, a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou o dia em 13,885%, ante 13,830% da negociação anterior, o que representa um aumento de 5,5 pontos-base.

Para a DI com vencimento em janeiro de 2036, de longo prazo, o fechamento foi de 14,035%, em relação aos 13,985% do dia anterior, resultando em um ganho de 5 pontos-base.

Mercado de Títulos do Tesouro Norte-Americano

Os títulos do Tesouro dos Estados Unidos continuaram o movimento de queda observado na sessão anterior. O rendimento (yield) do Treasury de dois anos, que é altamente sensível à política monetária, fechou em 4,029%, ante 4,033% do ajuste anterior.

O rendimento do título de dez anos, que serve como referência para empréstimos imobiliários, financiamentos de veículos e dívidas de cartão de crédito, caiu para 4,453%, comparado ao 4,481% do fechamento do dia anterior.

Expectativas de Acordo no Oriente Médio

O mercado de juros também reagiu às expectativas em relação a um possível acordo de paz no Oriente Médio. O site Axios reportou pela manhã que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um entendimento sobre a extensão do cessar-fogo por 60 dias e para iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, a aprovação final ainda depende do presidente Donald Trump. Essa informação também foi confirmada pela agência Reuters.

Por outro lado, a agência iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima às negociações, informou que o texto de um eventual memorando de entendimento entre os dois países ainda não havia sido finalizado ou oficialmente confirmado.

Dados Econômicos dos EUA

Ainda nos Estados Unidos, os dados econômicos também atraíram a atenção dos investidores. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos EUA subiu 0,4% em abril. No acumulado do ano, a inflação, que é a medida preferida pelo Federal Reserve (Fed), chegou a 3,8%, superando a meta de 2% que é perseguida pela instituição. Os números, no entanto, ficaram abaixo das expectativas do mercado, que previa uma alta mensal de 0,5% e anual de 3,9%.

Esses dados reforçam as apostas de que o Fed deve elevar os juros somente em janeiro de 2027. Próximo ao fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma chance de 50,8% de aumento na taxa de juros norte-americana na primeira reunião de política monetária do próximo ano. Atualmente, a taxa referencial se encontra na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Desempenho do Mercado de Trabalho no Brasil

No Brasil, o mercado também reagiu a novos dados sobre o emprego. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pela manhã, mostrou que a taxa de desemprego recuou para 5,8% no trimestre até abril de 2026, comparado a 6,1% no trimestre que se encerrou em março. Essa taxa representa o menor índice para um trimestre encerrado em abril desde o início da série histórica, que se deu em 2012.

À tarde, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, revelou a criação de 85.888 novas vagas formais de trabalho em abril de 2026, abaixo da mediana das expectativas do levantamento Projeções Broadcast, que indicava a criação líquida de 211,1 mil vagas para o período.

Em resposta a esses dados, o economista-chefe da AZ Quest, André Muller, observou que “nos vértices mais curtos, para 2027 e 2028, a queda das taxas foi mais concentrada após a divulgação do Caged”. Ele ressaltou que se tratou de um movimento pontual e que a trajetória de queda foi impulsionada, hoje, pelo cenário externo. No entanto, as tendências mudaram no fechamento da sessão.

Expectativas para a Selic

Muller comentou ainda sobre a precificação da curva de juros, afirmando que “hoje a curva precifica um ciclo de cortes da Selic bastante curto, se considerarmos o histórico, em função de fatores como a inflação elevada e a taxa de desemprego ainda baixa”. Isso indica que a curva não projeta reduções significativas além da próxima reunião do Copom.

Em relação à Selic, as opções de Copom negociadas na B3 indicavam 79,5% de probabilidade de um novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho. Em contraposição, havia 15% de chance de manutenção da taxa em 14,50% e 4% de probabilidade de uma redução de 50 pontos-base. Essas informações são referentes à última quarta-feira, dia 27, e representam os dados mais recentes disponíveis.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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