Taxas de Depósitos Interfinanceiros sob Pressão
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) começaram esta segunda-feira, dia 2, apresentando altas significativas, superiores a 10 pontos-base em diversos vencimentos. Esse movimento ocorreu em um cenário de forte aversão a ativos de risco, que foi intensificado após ataques dos Estados Unidos ao Irã no último fim de semana.
Variações das Taxas DI
Às 9h47, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 estava fixada em 12,73%, apresentando um aumento de 11 pontos-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 12,617%. Em outra parte da curva, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2035 registrava 13,425%, uma elevação de 11 pontos-base em comparação ao patamar anterior de 13,318%.
Conflito no Oriente Médio
Os ataques, realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei e desencadearam uma resposta do Irã, que disparou mísseis visando uma série de países árabes, incluindo Kuweit, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Essa escalada de tensão no Oriente Médio gerou um impacto significativo nos mercados globais.
Impacto no Mercado de Petróleo e Ações na Europa
A intensificação do conflito no Oriente Médio impulsionou um aumento superior a 6% nos preços do petróleo na manhã desta segunda-feira, enquanto as ações na Europa observaram uma queda acentuada. No Brasil, a aversão ao risco era refletida na valorização do dólar em relação ao real, bem como no aumento das taxas dos DIs.
Perspectivas da Inflação no Brasil
Na última sexta-feira, dia 27, a curva de juros brasileira já havia sido estimulada pelos resultados superiores às expectativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), índice considerado uma prévia da inflação oficial. Os dados mostraram uma continuidade da pressão sobre os preços dos serviços, o que gerou preocupações adicionais no mercado.
Expectativas para a Selic
Profissionais consultados pela Reuters destacaram que existem maiores possibilidades de que o Banco Central opte por um corte na taxa Selic de 50 pontos-base em março, ao invés de apenas 25 pontos-base. Atualmente, a Selic se encontra em 15% ao ano.
Projeções do Boletim Focus
No boletim Focus divulgado nesta manhã, os economistas do mercado mantiveram a expectativa de um corte de 50 pontos-base na Selic em março. A projeção mediana para a Selic ao final do ano foi revisada de 12,13% para 12,00%, enquanto para o fechamento de 2027, a expectativa permaneceu em 10,50%.
Opções de Copom na B3
Na B3, as opções relacionadas ao Comitê de Política Monetária (Copom) apresentavam, até a quinta-feira, uma probabilidade de 83,00% para um corte de 50 pontos-base na Selic em março. As chances de uma redução de 25 pontos-base eram de 13,98%, enquanto 2,04% eram atribuídas à possibilidade de um corte de 75 pontos-base.
Cenário Internacional
No exterior, às 9h47, o rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos, que servem como referência global para decisões de investimento, apresentou uma alta de 2 pontos-base, alcançando 3,985%. Essa movimentação em títulos do governo americano também reflete as incertezas e dinâmicas do mercado financeiro mundial.
Fonte: www.moneytimes.com.br


