Ministra do Planejamento e Orçamento
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a discussão sobre a abordagem a ser adotada em relação à meta fiscal, se pelo centro ou pelo piso, está encerrada. Com a deliberação do Congresso Nacional, que expressou essa posição na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), fica claro que não haverá contingenciamento no valor central da meta.
Alterações na LDO
Tebet explicou: "Ele [o relator] já fez uma alteração na LDO, deixando claro que a gente mira o centro. Contudo, para fins de cortes, utilizaremos outras ferramentas; o próprio faseamento e a legislação determinam que devamos mirar o piso. Não podemos contingenciar quando há expectativa de que vamos cumprir a meta."
Entrevista ao Broadcast
Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, realizada na terça-feira (11), nas proximidades da Cúpula das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP30 em Belém (PA), a ministra reiterou que o governo não tem planos de modificar a meta fiscal para 2026. Além disso, não pretende submeter novos projetos com impacto fiscal ao Congresso no próximo ano, mantendo otimismo quanto à aprovação de medidas que possam aumentar a arrecadação em 2025.
Redução da Taxa de Juros
Tebet também destacou que já é hora de a redução da taxa básica de juros refletir o trabalho bem-sucedido do governo e do Banco Central. Ela expressou que a expectativa da equipe econômica é que a autoridade monetária inicie cortes na Selic a partir de janeiro.
Expectativas para o Banco Central
Segundo a ministra, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já demonstrou ter um raciocínio lógico e uma visão global sobre o Brasil. No entanto, ela ressaltou que é o momento de o presidente mostrar essa sensibilidade para iniciar a redução da taxa de juros.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br