Telefônica Brasil (VIVT3) avalia nova aquisição em fibra após desistir da Desktop

Telefônica Brasil analisa aquisição de operadora de fibra

A Telefônica Brasil (VIVT3) está considerando a possibilidade de adquirir uma operadora de fibra como parte de sua estratégia para expandir a base de usuários de banda larga fixa no Brasil. Essa nova avaliação vem após a companhia decidir não seguir adiante com a compra da Desktop, que foi identificada como tendo uma rede concentrada no Estado de São Paulo.

Declarações do Presidente-Executivo

Em entrevista a jornalistas realizada na sexta-feira (31), após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre da empresa na noite anterior, o presidente-executivo da Telefônica Brasil, Christian Gebara, comentou sobre os planos de crescimento. "Vamos fazer isso [crescer em fibra] ou de forma orgânica, que tem sido o principal caminho, ou eventualmente analisar uma aquisição", declarou Gebara.

Ele ainda explicou que não houve um acordo com a empresa Desktop. "Nesse momento, não estamos nesse processo, mas se alguma outra oportunidade surgir, podemos analisar, desde que compense a sobreposição [de rede], tenha a qualidade técnica que necessitamos e seja a um preço adequado", acrescentou o executivo.

Parcerias e vendas de ativos

Gebara também mencionou a parceria recente da Telefônica Brasil com a Perplexity, uma empresa que oferece serviços de inteligência artificial. Ele destacou que essa colaboração tem demonstrado um aumento na adoção por parte dos clientes, embora não tenha fornecido mais detalhes sobre o impacto ou resultados dessa união.

Além disso, o executivo reiterou que a companhia permanece firme em seu objetivo de vender R$ 4,5 bilhões em ativos relacionados a redes de cobre até o ano de 2028. Nos resultados do terceiro trimestre, a Telefônica Brasil reportou a venda de R$ 34 milhões em ativos de cobre e R$ 200 milhões em imóveis.

Perspectivas para a venda de cobre

"O cobre, a tendência é que acelere, uma vez que anunciamos que nos próximos três anos vamos vender R$ 3 bilhões", afirmou Gebara, aludindo à intenção da empresa em aumentar as vendas desse tipo de ativo.

Discussão sobre leilão de frequência 6G

Quando questionado sobre a possibilidade de um leilão de frequências 6G pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o executivo se mostrou cético. Ele enfatizou que não considera a necessidade de um leilão desse tipo nos próximos anos, lembrando que ainda não existem celulares compatíveis com a tecnologia 6G. "Antes, precisamos finalizar todas as obrigações do 5G e a migração do regime de concessão para autorização", disse Gebara. "Não é o momento de entrar nessa discussão."

Fonte: www.moneytimes.com.br

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