Telefônica Brasil (VIVT3) lança crediário para venda de celulares; confira!

Telefônica Brasil e a Implementação do Crediário

A Telefônica Brasil (VIVT3), proprietário da Vivo, está adotando um método de vendas que já é amplamente utilizado no setor de varejo nacional, mas que até agora tinha sido pouco explorado no segmento de telecomunicações: o crediário.

Parcelamento de Vendas

A operadora agora oferece a possibilidade de parcelar a compra de smartphones, acessórios e eletrônicos, como TVs, relógios, sistemas de som e videogames, em até 21 vezes. Essa opção está disponível tanto em suas lojas físicas quanto em seu aplicativo.

Objetivos da Nova Medida

O principal objetivo dessa iniciativa é aumentar tanto o volume quanto a diversidade dos produtos vendidos. Além disso, a empresa busca ampliar o tíquete médio das transações, atraindo consumidores que desejam adquirir aparelhos, mas enfrentam dificuldades com a falta de cartão de crédito ou estão com limites já esgotados.

Frustração do Consumidor

Rodrigo Gruner, vice-presidente de inovação da empresa, comentou sobre essa situação, destacando que uma das maiores frustrações dos consumidores é a dificuldade em obter crédito para efetuar compras. “Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito”, afirmou Gruner, ressaltando que atualmente 95% das vendas estão atreladas ao uso de cartões.

Análise de Crédito na Loja

Quando um cliente entrar em uma loja da Vivo, o vendedor terá acesso imediato aos limites de crédito pré-aprovados, mediante consulta ao CPF ou ao número de telefone. Essa análise será feita utilizando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora, permitindo que a empresa ofereça produtos dentro da capacidade financeira do cliente.

Impacto Financeiro da Nova Estratégia

A Vivo já alcançou uma receita líquida de R$ 3,9 bilhões ao ano com a venda de produtos em sua rede de 1,8 mil lojas e através do comércio eletrônico. Esse valor representa 13% do faturamento anual das Casas Bahia, que é de R$ 29,2 bilhões, e cerca de 10% da receita da Magazine Luiza, com faturamento de R$ 38,7 bilhões, ambas grandes empresas do varejo brasileiro.

Expectativas para o Futuro

Segundo Gruner, a expectativa da operadora é registrar um avanço “significativo” nas vendas a partir de 2026, devido à nova oferta do crediário; no entanto, ele não revelou metas específicas de crescimento.

O vice-presidente destacou ainda que a operadora pretende explorar sua rede de lojas para conquistar uma participação maior no mercado, especialmente em relação às varejistas regionais que enfrentam dificuldades financeiras para manter um bom estoque de aparelhos. Em diversas cidades do interior, a loja da Vivo tem se tornado uma referência devido à escassez de opções. “Esperamos aumentar nossa participação de mercado”, enfatizou Gruner.

Comunidade de Baixa Renda e Outros Consumidores

O crediário está focado em atender pessoas de menor renda, ajudando-as a comprar seu primeiro celular ou a substituir dispositivos obsoletos. Contudo, a iniciativa também visa atender consumidores de maior poder aquisitivo que desejam smartphones de alto valor, que custam em média valores de dois dígitos. Gruner menciona que muitos consumidores não atualizam seus aparelhos devido à falta de crédito disponível.

Renovação de Aparelhos

Com essa estratégia, a expectativa é incentivar a renovação de smartphones. No cenário atual, os consumidores costumam trocar de aparelho a cada três anos, um prazo que, em anos anteriores, era de cerca de um ano e meio. “O ciclo de troca está mais longo”, disse Gruner.

Vivo Pay e a Expansão dos Serviços Financeiros

O crediário da operadora é baseado em seu braço de serviços financeiros, denominado Vivo Pay. Essa plataforma inclui recursos oriundos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), gerido pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma.

Serviços Oferecidos pelo Vivo Pay

O Vivo Pay oferece uma gama de serviços, incluindo empréstimos pessoais, antecipação de FGTS, consórcios e diversos tipos de seguros, como para aparelhos, vida e viagem. Desde seu lançamento em 2020, a plataforma já disponibilizou R$ 1,1 bilhão em crédito, resultando em uma receita de R$ 488 milhões em 2025, representando um crescimento de 5,9% em relação a 2024.

Nova Fonte de Receita

Desse modo, o crediário se posiciona como uma nova fonte de receita financeira para a Vivo, embora as taxas de juros não tenham sido divulgadas. Além disso, essa estratégia poderá beneficiar a venda de produtos de seguro para aparelhos. “Atualmente, 40% dos consumidores que compram um smartphone com a operadora também contratam um seguro”, comentou Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Licença para Operações de Crédito

Em 2024, a Vivo recebeu autorização do Banco Central (BC) para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que possibilita à empresa realizar operações de empréstimo e financiamento diretamente, sem depender da intermediação de bancos tradicionais. Antes dessa autorização, a companhia contratava plataformas terceiras para executar as operações, utilizando o modelo conhecido como bank as a service.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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