Todo mundo deve investir na Boeing — diz Cramer, nossa perspectiva otimista está se tornando clara.

Boeing e Possível Pedido Gigante da China

Contexto do Pedido

A Boeing pode estar prestes a receber um grande pedido da China, resultado das negociações do presidente Donald Trump para um amplo acordo comercial entre Washington e Pequim. Essa expectativa foi a motivação para iniciar uma posição na fabricante de aeronaves americana no início deste mês. Jim Cramer, comentarista financeiro, vem afirmando há meses que países que buscam reduzir deficits comerciais com os Estados Unidos podem adquirir aviões da Boeing, e isso, de fato, tem acontecido.

Reação do Mercado

Na terça-feira, as ações da Boeing registraram um aumento superior a 1% após a divulgação de que os EUA e a China estão nas etapas finais de negociações para um grande pedido de jatos da Boeing. Essa informação foi compartilhada por um grupo de legisladores e autoridades dos EUA que estiveram em uma rara visita a Beijing nesta semana. Desde o início do ano, as ações da Boeing subiram 22%.

Negociações em Andamento

O embaixador dos EUA na China, David Perdue, afirmou em uma coletiva de imprensa na terça-feira que as partes parecem estar nos “últimos dias” de uma negociação que já dura várias semanas. “Estamos otimistas de que isso se concretize,” disse Perdue. O deputado Adam Smith, democrata do estado de Washington, onde a Boeing possui uma grande presença industrial, ressaltou a importância desse pedido, tanto para a Boeing quanto para a China, afirmando que faz tempo que aeronaves da Boeing não eram vendidas naquele país. Smith está liderando a delegação bipartidária dos EUA na discussão.

Tamanho e Importância do Acordo

Embora Perdue e Smith não tenham mencionado o tamanho ou o valor potencial do acordo para a Boeing, informações publicadas pela Bloomberg no mês anterior indicaram que a China está interessada na aquisição de até 500 jatos. Esse seria o primeiro negócio formal entre a Boeing e a China desde o primeiro mandato de Trump.

Cenário Atual das Tarifas

O contexto para este potencial acordo ocorre em meio a negociações comerciais entre os EUA e a segunda maior economia do mundo, que começaram após 2 de abril, quando Trump anunciou suas tarifas iniciais, denominadas de “Dia da Libertação”. O governo Trump havia ameaçado impor uma taxa de 145%, mas a maioria dessas tarifas mais altas foi suspensa durante o progresso das discussões comerciais. Atualmente, as tarifas recíprocas estão programadas para entrar em vigor em novembro, o que gera uma pressão de tempo sobre as partes envolvidas.

Expectativa de Acordo

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou na semana passada à CNBC que é provável que um acordo comercial com a China seja alcançado antes do prazo de novembro. “Cada uma dessas conversas se tornou cada vez mais produtiva,” observou Bessent. “Acho que os chineses agora percebem que um acordo comercial é possível.”

Outras Notícias Positivas para a Boeing

Além disso, novas informações emergiram que impulsionaram ainda mais as ações da Boeing. A Bloomberg reportou que a Turquia planeja adquirir centenas de aeronaves da Boeing e jatos da Lockheed Martin. Essa notícia antecede uma reunião marcada na Casa Branca entre Trump e o presidente da Turquia.

Em outra frente, a Boeing anunciou na segunda-feira a venda de seus jatos 787 Dreamliner para a Uzbekistan Airways em um negócio avaliado em US$ 8 bilhões.

Impacto no Comércio Global

A Boeing se tornou um símbolo recorrente na missão de Trump de transformar o ambiente comercial global. Países continuam a firmar acordos com empresas dos EUA, que frequentemente incluem grandes encomendas de jatos da Boeing. Durante a visita do presidente ao Oriente Médio em maio, a Qatar Airways fez um pedido de até 210 aeronaves de fuselagem larga, incluindo 130 Dreamliners. Os Emirados Árabes Unidos também encomendaram 28 aviões de fuselagem larga.

Em julho, o Japão anunciou a intenção de comprar 100 jatos da Boeing, como parte de seu acordo comercial com os Estados Unidos. Um mês depois, a Korean Air anunciou um pedido de US$ 50 bilhões por 103 aviões Boeing com motores da GE Aerospace. Recentemente, países como Indonésia, Camboja e Malásia também fizeram pedidos de aeronaves da Boeing em seus acordos comerciais.

Análise da Situação

O progresso nas negociações para assegurar um pedido da Boeing pela China é mais um sinal de que a decisão da equipe do investimento foi acertada ao investir na empresa. Jeff Marks, diretor de análise de portfólio da equipe, comentou em uma reunião na manhã de terça-feira que continuam a acreditar na história da Boeing, especialmente com os recentes desenvolvimentos.

Após iniciar a posição na Boeing em 8 de setembro, adquirindo 160 ações a um preço um pouco acima de US$ 231, foram compradas 80 ações a quatro dias depois e 110 ações na última sexta-feira. Ambas as compras seguintes foram realizadas a preços mais baixos, com o objetivo de aumentar a posição e reduzir o custo médio.

Marcando uma referência ao desempenho da Boeing, Cramer destacou que, independentemente da percepção sobre a agenda comercial do presidente, os resultados têm sido excelentes para a empresa, com ordens significativas de aviões vindas do Oriente Médio, Coreia e Reino Unido, além da possibilidade de um grande acordo ainda por vir da China, desde que as negociações comerciais não fracassem.

Cramer acrescentou que a Boeing “simplesmente se tornou boa demais para ser ignorada”, especialmente após a recente correção nas ações da companhia. Portanto, a equipe de investimentos incentivou a compra das ações, que possuem uma classificação equivalente a “compra 1” na avaliação da equipe. O preço-alvo é estimado em US$ 275 por ação, representando uma alta de aproximadamente 28% em relação ao nível atual de cerca de US$ 215.

As participações acionárias do fundo de Cramer são utilizadas como base para o portfólio do CNBC Investing Club. Os assinantes do CNBC Investing Club com Jim Cramer recebem alertas de negociação antes que ele realize uma transação, sendo que há um intervalo de 45 minutos entre o alerta e a execução do comércio no portfólio do fundo. Se Cramer mencionou uma ação na CNBC TV, ele aguarda 72 horas após o alerta antes de executar o comércio.

Fonte: www.cnbc.com

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